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sábado, 16 de fevereiro de 2019

Terceirizada da Limpurb produz confetes sustentáveis para Carnaval


Objetivo é que ação gere multiplicadores e ultrapasse as fronteiras da própria empresa



Carnaval é sinônimo de confete para todo lado. O problema é que o artefato feito de papel demora de três a seis meses para se descompor, polui as águas e, se jogado nas ruas, pode entupir os bueiros e redes de esgoto. Com intuito de preservar o meio ambiente, a Empresa Sotero, prestadora de serviços da Limpurb, criou confetes naturais feitos de folha secas e máscaras produzidas com material reciclado.

Tão coloridos quanto os de papel, os confetes naturais são baratos, fáceis de fazer e não impactam negativamente o meio ambiente. São feitos de folhas secas caídas das árvores. No departamento de Educação Ambiental da Sotero, 15 agentes ambientais e seis estagiários dão conta da produção dos artigos carnavalescos. As folhas são furadas em perfuradores de papel. O resultado é parecido com o confete industrializado. As bolinhas verdes, amarelas e marrons, a depender da cor da folha, são acondicionadas em pequenos pacotes feitos de páginas de revistas.

Do lado de fora da embalagem, a mensagem reforça o teor do conteúdo. “Neste Carnaval, faça seu confete biodegradável com folhas de árvores recém-caídas. Seja sustentável”. Mais de 200 pacotes já foram distribuídos entre setores que agregam mais de dois mil colaboradores. Segundo a gestora de Educação Ambiental da empresa, Camila Guerra, o projeto foi pensado com intuito de sensibilizar os colaboradores e, a partir deles, criar multiplicadores. “O melhor é que qualquer pessoa pode fazer em casa. O processo de produção, inclusive, pode envolver as crianças. Basta furar folhas”, diz.

Ampliação - Quando o assunto é a produção das máscaras, os agentes ambientais esbanjam criatividade. Papelão, recortes de jornais, revistas, pedaços de papel crepom, lantejoulas e glitter são transformados em belíssimos adereços com a utilização de materiais reciclados. Pelo menos 150 máscaras já foram distribuídas entre os funcionários. A produção não para.

O grupo segue confeccionando os adereços para a realização de baile carnavalesco da empresa, na semana no Carnaval. “Começamos distribuindo duas máscaras por setor, mas a aceitação foi tão grande que estamos produzindo mais para atender os pedidos dos nossos colaboradores. Para nós isso que vale, o efeito multiplicador", afirma Camila Guerra.

Entre os envolvidos na iniciativa está a pedagoga Vanda Silva de Jesus, 35 anos. Mãe de dois filhos adolescentes, a agente ambiental da Sotero conta que os artigos foram bem recebidos em casa. "Quiseram levar para escola e a escola mandou recado procurando saber como foi feito. Nossa mensagem é para diminuir o consumo, reaproveitando o que a natureza nos oferta. Atitudes como essa mudam o olhar das pessoas que terminam aprendendo que podem gerar menos resíduos ao meio ambiente”, frisa.

A Sotero é responsável por quase 50% da limpeza urbana de Salvador, promovendo coleta, varrição e limpeza, num perímetro que vai do Farol da Barra o Farol de Itapuã. Além disso, a empresa promove ações ambientais na Orla de Salvador incentivando o descarte consciente de lixo.


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