Seja bem-vindo. Hoje é

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Trabalho no Carnaval requer cuidados com a saúde

Encarar sete dias de trabalho durante o Carnaval de Salvador é uma maratona que exige cuidados com a saúde. Para fazer acontecer a maior festa de rua do planeta, que vai de 28 de fevereiro a 5 de março, milhares de trabalhadores atuam, dia e noite, dentro e fora dos circuitos. São ambulantes, cordeiros, vendedores, médicos, enfermeiros, servidores públicos, profissionais de imprensa, gestores públicos, músicos, motoristas, guardas civis, bombeiros e militares. Essas são apenas algumas das muitas categorias que “suam a camisa” para fazer a folia acontecer.
 
De acordo com a Prefeitura, uma operação especial envolvendo 10 mil colaboradores, de diversos órgãos municipais, foi montada para organizar e gerir a folia. Servidores das 17 secretarias e autarquias participam ativamente da organização do Carnaval. Entre os colaboradores estão os 20 agentes de fiscalização da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), que atuam no combate à poluição sonora durante a festa. O trabalho consiste em verificar se os trios elétricos estão em cumprimento com a legislação em vigor, que estabelece o limite de 110 decibéis para esta atividade. Além dos trios, os profissionais também monitoram o som emitido por camarotes e palcos montados em bairros.
 
A coordenadora de fiscalização sonora da Semop, Márcia Cardim, afirma que se prepara durante todo ano para encarar a maratona de trabalho no Carnaval. Ela conta que chega a percorrer o trajeto do Circuito Dodô (Barra/Ondina) – cerca de 4,5km – três vezes em um mesmo dia. “Subimos e descemos fiscalizando. Chegamos a trabalhar mais de 12 horas, o tempo todo. Além de atuar nas ruas, temos que ficar atentos as demandas e denúncias vindas pelo 156, Ministério Público e Prefeituras Bairro”, explica.
 
Ritmo carnavalesco – Entre os tantos profissionais que atuam na festa de Momo estão também os cordeiros. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Cordeiros da Bahia (Sindcorda), Matias Santos, são 15 mil homens e mulheres atuando nos blocos que desfilam nos Circuitos Dodô e Osmar (Centro). A maratona começa na quinta e só encerra na terça-feira, último dia de Carnaval. “O trabalho é muito puxado. Além de ajudar a puxar a corda, organizo os cordeiros para que o bloco possa desfilar”, explica o presidente e cordeiro, que atua no segmento há 18 anos.
 
Ele faz questão de pontuar que o trabalho braçal é bastante exaustivo. “É cansativo mesmo porque nosso trabalho é físico. O sol está bem forte. Temos que beber muita água e encarar a maratona”, diz ele. Santos destaca que, além da grande ingestão de água, a recomendação é que todos os profissionais façam uso dos Equipamentos de Proteção e Individual (EPIs). Ele destaca que as luvas e os protetores auriculares são distribuídos ainda concentração do bloco, antes do desfile. “Uma outra coisa importante é sempre usar sapato fechado”, frisa o presidente.
 
Rotina acelerada também para quem trabalha nos camarotes espalhados na folia. O coordenador de acessos do Camarote do Nana, José Alves, afirma que a carga horária chega a 16h todos os dias, de quinta a terça-feira de Carnaval. “Começo às 14h com os preparativos de pulseira, revisão do sistema, de catracas e cadastramento e vou até a saída do último folião do camarote, em torno das 6h”, diz. Sobre os cuidados com a saúde, ele afirma que apenas adota uma dieta rica em frutas e ingere bastante água. “Já são 30 anos nessa maratona”, revelou o produtor, que começou a trabalhar na folia como cordeiro do bloco Internacionais.     
 
Se cuide – O coordenador de Urgência e Emergência da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Ivan Paiva, alerta sobre cuidados necessários que deverão ser adotados pelo cidadão que vai trabalhar. “É preciso preparar a saúde para encarar essa maratona. A alimentação deve ser leve. Quem está trabalhando e come na rua deve evitar alimentos expostos como, por exemplo, cachorro quente e churrasquinhos. Lanches de procedência duvidosa podem causar doenças diarreicas e infecções alimentares”, sinaliza Paiva.
 
A hidratação constante também é pontuada pelo médico como um fator importante para o bom funcionamento do corpo. “Esse alerta é principalmente para quem trabalha domingo, segunda e terça, no Campo Grande, debaixo de sol forte. Nossos guardas, por exemplo, precisam redobrar os cuidados”, diz o especialista. Durante os sete dias de Carnaval, 11 módulos da rede de saúde estarão espalhados nos circuitos, sendo um no Circuito Mestre Bimba (Nordeste de Amaralina), quatro no Osmar (Campo Grande), cinco no Circuito Dodô (Barra/Ondina) e um no Circuito Batatinha (Centro Histórico).
 
Outros cuidados com a saúde:
 
- Usar roupas confortáveis;
- Calçar sapatos fechados e com solado antiderrapante;
- Quem trabalha durante o dia, usar protetor solar, boné, chapéu e, óculos;
- Aqueles que trabalham perto dos trios, devem sempre usar o protetor auricular para evitar danos;
- Quem trabalha nas madrugadas, deve repor o sono durante o dia;
- Evitar dirigir pernoitado;
- Não esquecer as medicações de uso habitual, se for o caso.

0 comentários :

 
SALVADOR NOTÍCIAS - Notícias, Reportagens, Cultura e Entretenimento.
Todos os direitos reservados desde 2003-2019 / Salvador - Bahia / . Contato: redacao@salvadornoticias.com
- Topo ↑