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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Vendas no comércio varejista baiano registram estabilidade em 2018



As vendas no comércio varejista baiano registraram taxa negativa de 0,1% em 2018. No mês de dezembro variação negativa de 0,5%, quando comparado a igual mês do ano de 2017. No varejo nacional, o volume de negócios cresceu 0,6%, em relação à mesma base de comparação. Na análise sazonal, a taxa do comércio varejista no estado baiano registrou um forte recuo de 8,4%. Esses dados foram apurados pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), e analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).

O resultado das vendas do varejo baiano em dezembro revela que o setor ainda não retomou níveis satisfatórios de crescimento. O indicador da variação sazonal mostra que os gastos realizados pelos consumidores em novembro, dado ao aumento das vendas online durante as promoções da Black Friday que vem ocorrendo, sistematicamente, nesse mês, influenciou o poder de compras dos consumidores em dezembro. Apesar dos dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas referente ao Índice de Confiança do Comércio (ICOM) registrar crescimento de 5,7 pontos em dezembro, ao passar de 99,4 para 105,1 pontos.

                                                               ANÁLISE DE DESEMPENHO DO VAREJO POR RAMO DE ATIVIDADE

Por atividade, os dados do comércio varejista do estado da Bahia, quando comparados a dezembro de 2017, revelam que três dos oito segmentos que compõem o Indicador do Volume de Vendas registraram comportamento positivo. Listados pelo grau de magnitude das taxas em ordem decrescente, têm-se: Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (16,9%); Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (4,3%), e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,8%). Quanto aos demais que apresentaram comportamento negativo, têm-se: Móveis e eletrodomésticos (-6,7%); Tecidos, vestuário e calçados (-6,7%); Combustíveis e lubrificantes (-7,5%); Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-32,3%), e Livros, jornais, revistas e papelaria (-48,7%). No que diz respeito aos subgrupos, verifica-se que registrou variação positiva o subgrupo de Hipermercados e supermercado (3,3%), enquanto aos demais Móveis, e de Eletrodomésticos as variações foram negativas em 6,7%, e 6,6% respectivamente.

Em dezembro uma importante influência positiva veio do segmento Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, seguido por Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos. Em contrapartida, a retração no volume de vendas nesse mês, se deve ao comportamento negativo de Combustíveis e lubrificantes e Móveis e eletrodomésticos.

A principal influência positiva para o setor veio do comportamento das vendas no segmento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, segmento de maior peso para o Indicador de Volume de Vendas do Comércio Varejista. Essa atividade volta a registrar crescimento nas vendas em razão da supersafra de hortifrutigranjeiros que reduziu significativamente os preços dos principais produtos do segmento, bem como o aumento da ocupação e da estabilidade da massa de rendimento real habitualmente recebida.

O segmento de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, que comercializa produtos de caráter de uso essencial e de estética exerceu a segunda maior influência positiva para o setor. A razão para esse movimento se explica pelo aumento da procura por medicamentos dadas as promoções e concorrência no setor, além da estabilidade da massa de rendimento real habitualmente recebida.

O segmento de Combustíveis e lubrificantes exerceu a maior contribuição negativa para o setor no varejo baiano em função da sua representatividade. Essa atividade foi influenciada pela elevação dos preços de combustíveis acima da variação média de preços. De acordo com o IBGE, em 12 meses até dezembro os preços de “combustíveis” avançaram 6,17%, ao passo que o índice geral registrou variação de 3,75% na mesma comparação, conforme o IPCA.

Móveis e eletrodomésticos foi o segundo a contribuir para o arrefecimento nas vendas. De acordo com o IBGE, o comportamento negativo deste setor no ano de 2018 foi impactado pela alta base de comparação. Em dezembro/2017, o segmento registrou taxa positiva de 39,5%, uma vez que nesse período o ramo foi beneficiado, em grande medida, pela liberação dos recursos livres do FGTS, fator que não esteve presente ao longo de 2018.
                                                                            COMPORTAMENTO DO COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO

O comércio varejista ampliado, que inclui o varejo e mais as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, apresentou queda nas vendas de 1,9%, em relação à igual mês do ano anterior. Em 2018, o setor registra variação positiva de 1,5%.

O segmento de Veículos, motos, partes e peças retraiu as vendas em 2,4% em relação a igual mês do ano anterior. A variação negativa no volume de vendas da atividade pode ser atribuída ao comportamento dos consumidores baianos em adiar as suas compras em função ainda da incerteza quanto o desempenho da atividade econômica em 2019, dada a elevada taxa de desemprego. Em 2018, o crescimento no volume de negócios foi de 6,7%.

Em relação ao segmento Material de Construção, as vendas no mês de dezembro foram negativas em 13,7%, comparado ao mesmo mês do ano de 2017. No ano de 2018, as vendas caíram 0,6%. O comportamento das vendas desse ramo de atividade pode ser atribuído a lenta retomada de crescimento da atividade, dada a instabilidade no cenário econômico.


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