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quarta-feira, 15 de maio de 2019

Adriana Varejão: último mês de visitação à exposição no MAM-BA



Segue até o dia 15 de junho a exposição “Adriana Varejão – Por uma retórica canibal”, que, pela primeira vez, reúne em Salvador um conjunto significativo da obra da artista carioca, um dos nomes mais respeitados das artes visuais do Brasil. A mostra itinerante, com curadoria de Luisa Duarte, estreou na capital baiana, no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA), onde foi aberta em 16 de abril, já tendo contabilizado mais de 3 mil visitas no primeiro mês, e circulará em cidades brasileiras fora do eixo Rio-São Paulo, seguindo daqui para Recife. São exibidas 20 obras dos mais de 30 anos de trajetória de Adriana Varejão, realizadas entre 1992 e 2016, incluindo trabalhos seminais como “Mapa de Lopo Homem II” (1992-2004), “Quadro Ferido” (1992) e “Proposta para uma Catequese”, em suas Partes I e II (1993). A visitação é gratuita, de terça a sábado, exceto feriados, das 13h às 18h.



“Salvador e Cachoeira são cidades fundamentais na construção da minha obra. Nessas cidades, eu encontrei referências importantíssimas do período barroco que usei em muitos de meus trabalhos, especialmente nos que se referem à azulejaria”, afirma Adriana Varejão. “O claustro do Convento de São Francisco, no Pelourinho, e a Igreja da Ordem Terceira do Carmo, em Cachoeira, além de um sem fim de relíquias como os caquinhos de louça das índias e o teto em estilo chinês pintado por Charles Belleville no Seminário de Nossa Senhora de Belém, me ofereceram elementos para construção de muitos dos meus trabalhos que, pela primeira vez, estarão expostos aqui. Fazer essa exposição é como finalmente retornar à casa da mãe depois de uma longa viagem”, completa a artista.



O recorte curatorial da exposição busca enfatizar como muito antes dos estudos pós-coloniais estarem no centro do debate da arte contemporânea, Adriana Varejão já desenvolvia uma pesquisa cuja inflexão está centrada justamente em uma revisão histórica do colonialismo. A mostra descortina diferentes fases de sua produção na cidade com a maior herança africana do Brasil e responsável por inspirar parte de sua poética.



“É com muita satisfação que participamos desse importante projeto, que valoriza uma das mais importantes artistas brasileiras da contemporaneidade. Essa parceria sustenta nosso compromisso com a arte e com a democratização da cultura a um número cada vez maior de pessoas”, afirma Antonio Almeida, sócio-diretor da Galeria Almeida e Dale, que patrocina o projeto. “Por meio desta itinerância, levaremos a arte singular de Adriana Varejão para cidades que ficam fora do eixo Rio-São Paulo e que, até então, nunca haviam recebido uma exposição da artista”, reforça Carlos Dale, também sócio-diretor da galeria.



Adriana Varejão é representada pelas Galerias Fortes D’Aloia & Gabriel, Gagosian e Victoria Miro.



Adriana Varejão – Por uma retórica canibal

Visitação: 17 de abril a 15 de junho de 2019 (terça a sábado, exceto feriados), 13h às 18h

Onde: Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA)

Av. Contorno, s/n, Solar do Unhão, Salvador – Bahia

Quanto: Gratuito

Classificação indicativa: Livre



Produção: Automatica

Arquitetura: Alvaro Razuk

Comunicação visual: Bloco Gráfico

Patrocínio: Galeria Almeida e Dale
Último mês de visitação à exposição no MAM-BA

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