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segunda-feira, 27 de maio de 2019

Da Uesb para o Instagram: conhecimento transmitido em rede



Ao acordar, Monique Bile prepara seu café da manhã saudável e o compartilha com quase mil pessoas que a seguem na página do seu Instagram, o @sensorialfiit. Essa poderia ser mais uma rotina comum de uma blogueira fitness, mas Monique, estudante de Engenharia de Alimentos da Uesb, conseguiu aliar a febre do momento com o seu conhecimento técnico, que está sendo adquirido na Universidade.

Em suas postagens, há conteúdo sobre composições nutricionais dos alimentos, receitas práticas e saudáveis e, também, dicas de como ler o rótulo de alimentos. Em um post, por exemplo, ela explica que alguns produtos industrializados podem ter qualidade nutricional e sabor; o milho verde, mostrado por ela, não possui nenhum aditivo e nenhum conservante. “Muita gente tem preconceito com industrializado e não entende que existem diversos processos ou métodos de conservação que são capazes de garantir a qualidade microbiológica e assegura muito bem o alimento”, explica a discente.

Ela conta ainda que já fazia algumas receitas para seu consumo e compartilhava na sua página, mas de maneira discreta: “alguns familiares e amigos me incentivaram a divulgar, alegando que eu produzo um conteúdo atraente, além de ser uma oportunidade para crescer na minha profissão”. A partir da sua experiência, a estudante percebeu que dá para se alimentar bem, não sendo necessário ter uma dieta restritiva.

Engenharia de Alimentos como aliada – Uma das inspirações de Monique veio da disciplina “Análise Sensorial”, que verifica e interpreta a aceitabilidade dos alimentos e inspirou, inclusive, o nome do seu perfil no Instagram. Entre os conceitos aprendidos na disciplina, um dos atributos considerado é a aparência do prato: “meu intuito é apresentar um menuatraente, que desperte nas pessoas o desejo de fazer uma troca saudável, sem hesitar”.

Monique ainda relata sobre a repercussão que vem ganhando desde que criou o perfil. “Recebo mensagens de pessoas declarando suas mudanças de hábitos e o desejo de consumir produtos saudáveis”, afirma a estudante.

De um minicurso à concretização de ideias – Em 2018, Marina Araújo, estudante de Engenharia Ambiental da Uesb, fez o minicurso “Produção de Óleos Essenciais, Biocosméticos e sua relação com o Meio Ambiente”, conduzido pela docente Talita Maderi, durante a Semana de Biologia e Engenharia Ambiental (Bioamb). Na ocasião, foi discutido sobre a poluição causada pelos cosméticos convencionais ao meio ambiente, até pela própria composição química. Além da pauta ambiental, o minicurso ensinou algumas formulações de biocosméticos para os participantes. 

Esse contexto ecológico e sustentável, foi o start para que Marina começasse a produzir os produtos, os chamados biocosméticos. “Comecei fazendo o tônico facial em casa e distribuí para algumas pessoas para que elas fizessem o teste”, conta a estudante ao relatar que, imediatamente, suas clientes perceberam a eficiência dos produtos naturais. “As pessoas começaram a solicitar o tônico e sugeriram que eu fizesse para vender”, diz.

Marina então decidiu transformar o conhecimento em negócio. Assim surgiu o “Marimar Cosméticos”, amplamente divulgado por ela em seu perfil do Instagram, o @_mariiimar. Diariamente, ela reflete sobre seu negócio e o impacto ambiental.

A crescente procura fez com que ela ampliasse sua oferta. Hoje, Marina comercializa máscaras faciais de argila, sabonetes também de argilas, hidratação capilar com óleo de coco e óleo de rícino, xampu sólido de babosa com alecrim e limão, além do tônico facial. “Minha proposta é que os produtos sejam naturais, gere pouco lixo ambiental e seja, essencialmente, acessível, diferente de muitos produtos que são lançados atualmente no mercado dos biocosméticos”, garante.

Segundo ela, o curso de Engenharia Ambiental a conduziu na forma de pensar em produtos que tivessem respeito ao meio ambiente. “Os produtos naturais têm a vantagem de já mostrarem os resultados com pouco tempo de uso, além de terem ingredientes disponíveis na natureza e retornam para ela sem agredi-la”, afirma a discente.

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