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quinta-feira, 9 de maio de 2019

Exportações baianas têm queda de 7% em abril

 De acordo com a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), pelo terceiro mês consecutivo, as exportações baianas registraram redução em relação a 2018. Em abril, as vendas externas do estado alcançaram US$ 570,3 milhões, 7% inferiores ao mesmo mês do ano passado. O volume físico embarcado (quantum), também recuou pelo terceiro mês seguido e já chega a 9,6% até abril, resultado da desaceleração global e seus reflexos negativos sobre os preços das principais commodities. No quadrimestre, as vendas externas do estado estão 6% inferiores a 2018, enquanto que a balança comercial acusa déficit de US$ 126,7 milhões no período.

As exportações têm sido afetadas pela retração do comércio internacional, que vem desacelerando com intensidade, contido pela perda de dinamismo do conjunto das economias desenvolvidas e emergentes e, em grau menor, pelas tensões comerciais criadas pela guerra de tarifas entre Estados Unidos e China - os dois maiores importadores e exportadores do mundo e maiores parceiros comerciais da Bahia. Para piorar o quadro, a Argentina, principal destino para os produtos industriais do estado, passa por severa crise econômica e cambial, o que afeta as vendas baianas, principalmente de automóveis. Nos quatro primeiros meses do ano, as vendas para o terceiro parceiro comercial da Bahia caíram 44,4%, enquanto que os embarques de automóveis tiveram queda de 67%.

IMPORTAÇÕES - O desempenho das importações em abril tornou mais visível o efeito do ritmo lento de recuperação econômica. No mês passado, as compras externas ficaram em US$ 581 milhões (queda de 4% ante igual mês de 2018), enquanto a do acumulado do primeiro quadrimestre é de US$ 2,45 bilhões (aumento de 19%). O desempenho positivo no período é fruto do aumento das compras de bens de capital (veículos de carga, caixas de marcha e equipamentos elétricos), combustíveis (GNL), minério de cobre e fertilizantes.

Com os resultados do quadrimestre, a Bahia acumulou um déficit de US$ 126,7 milhões em sua balança comercial, resultado do aumento das importações (US$ 2,456 bilhões e crescimento de 19%) e da queda nas exportações no período (US$ 2,329 bilhões e redução de 6%). A corrente de comércio (soma das exportações e importações) chegou a US$ 4,785 bilhões com crescimento de 5,4% sobre igual período de 2018.

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