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terça-feira, 28 de maio de 2019

Luta contra a calvície: conheça melhor a patologia e o procedimento


Homens e mulheres buscam métodos para elevar a autoestima
Não há diferença se você é homem ou mulher, se tiver histórico de calvície na família é provável que passe pelo mesmo problema, mesmo que a patologia seja mais comum no sexo masculino, pois, ela é estimulada pela testosterona, mas mesmo assim todo mundo está sujeito a sofrer com a alopecia androgenética, afinal, como o próprio nome sugere, ela está relacionada a genética, então, para a tristeza de muitos, não há cura.
No entanto, hoje em dia, existe uma série de tratamentos que ajudam os pacientes a não perderem os cabelos, seja por meio de medicamentos ou cirurgias que ajudam os fios a crescerem saudáveis novamente. E de acordo com especialistas, os pacientes que buscam os consultórios a fim de encontrar o meio mais adequado de tratar a queda, não estão em busca, apenas de estética, mas também, da autoestima.

Queda de cabelo: o que fazer?

Mesmo que os motivos que fazem o cabelo cair possam parecer óbvios, especialmente, quando há pessoas calvas na família, é importante buscar um médico para que ele possa analisar corretamente como estão os fios. “Se a causa da queda for um fator emocional ou de saúde clínica, é preciso, primeiro, tratar estas condições. Atualmente existem tratamentos clínicos com fármacos ou medicamentos de uso tópico que ajudam a inibir ou ate mesmo reparar as áreas afetadas pela queda, mas se não surtirem efeitos ou se for o caso de calvície, mas estiver em estado avançado, pode ser indicado uma cirurgia de transplante capilar para reverter o problema”, explica o médico especialista em transplante capilar, ! Alan Wells.
Os diagnóstico podem ser feito por meio de exames clínicos, no qual, os couro cabeludo é analisado pelo médico a olho nu ou até mesmo por meio de uma tricodermatoscopia, que permite uma avaliação mais profunda com um lupa que projeta a imagem dos cabelos numa tela de computador, fazendo com que se possa analisar com maior destreza a espessura dos fios ou algum outro tipo de alteração, afinal, o principal sinal de calvície não é apenas a queda de fios, mas também a mudança de textura.

Existe diferença na calvície entre homens e mulheres?

Sim. Na verdade, a calvície acontece pelo mesmo motivo para todo mundo, no entanto, de maneira diferente. Primeiro, é importante entender que é mais comum nos homens, por causa da testosterona, o hormônio masculino ajuda a estimular a alopecia androgenética, por isso, é mais habitual vê-los com os sinais da calvície. Mas, mesmo que de forma rara, as mulheres podem desenvolver a patologia e sofrerem igualmente com a queda de cabelo, uma vez que, perder os fios é um verdadeiro baque para a saúde emocional.
Em ambos os fios vão rareando, deixando o couro cabeludo mais visível. “Nos homens fica mais aparente nas ‘entradas’ e no topo da cabeça, nas mulheres o principal local a sofrer com a queda dos fios é na linha divisória dos cabelos. Não acontece na mesma velocidade para todos, muitos percebem logo no início, e isso pode ser aos 20 anos, por exemplo. Outros só percebem depois quando a calvície já está avançada ou até mesmo só acontece quando estão mais velhos. Depende muito da genética de cada um”, detalha Wells.

Técnica FUE: método mais duradouro

O método tem sido bem aceito entre as pessoas que procuram as clínicas buscando uma solução para calvície. A técnica FUE (Folicular Unit Excision), consiste num procedimento minimamente invasivo, a cirurgia é realizada com um micro cilindros que 0.8 a 0.9mm de diâmetro, deixando marcas imperceptíveis nos pacientes. “Esse transplante tem sido referência em todo o mundo, pois, é cada vez mais aperfeiçoado. Como a calvície atinge apenas uma região do couro cabeludo, conseguimos retirar as unidades foliculares saudáveis e realoca-las na parte calva, como não possuem a genética da alopecia, os cabelos voltam a crescer”, explica o especialista.
De um modo geral, a cirurgia para transplante capilar consiste nos seguintes:
  • Marcação das áreas doadoras e receptoras;
  • Anestesia local;
  • Extração das unidades foliculares saudáveis com o micro-aparelho;
  • Armazenamento das unidades para a preparação da área que irão recebe-las;
  • Inserção dos folículos na área receptora.

Estética é tendência e saúde

O Brasil sempre é destaque entre os países que mais realizam intervenções no corpo. No último ano, foi vice-campeão em cirurgias estéticas, graças a isso, questões como segurança no procedimento, resultados mais naturais e recuperação menos dolorida são assuntos cada vez mais pautados entre os profissionais da área da saúde. O transplante capilar também evoluiu com o passar dos anos, e a técnica FUE é um resultado disso, fazendo com que o procedimento seja menos invasivo e traga o melhor resultado possível ao paciente.
De acordo com Wells, assim como qualquer outra cirurgia, o transplante capilar também precisa de um planejamento. “Para um correto planejamento cirúrgico, o cirurgião deve estar muito atento a todos os detalhes relacionados ao bem-estar e saúde do paciente, assim como se certificar que ele tomou as precauções devidas para realizar o procedimento, bem como, não ter ingerido bebida alcoólica antes, não ter tomado anti-inflamatórios, anticoagulantes ou antialérgicos, nem ter feito o uso de cigarro, essas preparações são importantes para ocorrer tudo bem durante a cirurgia. O planejamento evolve todo o cuidado, tanto do médico quando do paciente, além disso serve também para alinhar as expectativas com relação ao resultado que pode ser obtido”, finaliza Wells.

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