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segunda-feira, 6 de maio de 2019

Pesquisa vai trabalhar informações de indústrias de processamento de tilápia e tambaqui


Começa nesta semana pesquisa junto a indústrias brasileiras de processamento de pescado. Buscando informações como custos médios de produção, tecnologias e mão-de-obra empregadas, locais de cultivo dos peixes e possíveis mercados consumidores da produção já industrializada, o trabalho focará nas duas principais espécies atualmente cultivadas no país: a tilápia e o tambaqui.

Em formato de questionário enviado a mais de 200 indústrias, a pesquisa vem em sequência de outras em que a Embrapa e parceiros estão envolvidos. Em março, foi feito um levantamento voltado a demandas de consumidores. Nesse caso, foram ouvidas mais de 1.300 pessoas em cinco capitais – uma por região geográfica brasileira: Recife-PE, Brasília-DF, São Paulo-SP, Manaus-AM e Curitiba-PR.

Sobre essa pesquisa, cujos dados estão sendo analisados, o pesquisador Roberto Flores, da Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas,TO), explica que “a ideia é a gente traçar algumas características da demanda e das preferências dos consumidores por pescado, mais especificamente tilápia e tambaqui”.

Ambas as pesquisas – com os consumidores e, agora, com as indústrias de processamento de pescado – estão sendo executadas pelo Programa de Educação Continuada em Economia e Gestão de Empresas (Pecege), ligado à Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), de Piracicaba-SP, que é uma das unidades da Universidade de São Paulo (USP). O programa foi contratado no escopo do projeto BRS Aqua, liderado pela Embrapa e que vem trabalhando em diversas frentes da aquicultura; uma delas é a economia.

A proposta de todo esse trabalho é buscar um modelo de equilíbrio espacial. Para isso, serão reunidos resultados de projetos anteriores em que a Embrapa Pesca e Aquicultura esteve envolvida – como o Campo Futuro, desenvolvido em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) – com resultados da pesquisa com os consumidores (mais voltada à demanda de mercado) e com resultados da pesquisa que começa agora.

Roberto é quem explica: “quem vende pra quem, de que região pra região, qual a distância percorre, como processa o peixe, qual é o preço disso, qual é o custo, quem ganha o que nisso e aí, a partir disso, a gente pode trabalhar com algumas variações no modelo”. Variações, por exemplo, que podem ocorrer com alguma melhoria realizada pelo governo, como modernização de rodovia de escoamento da produção.

São impactos pontuais, mas que podem afetar (positiva ou negativamente) toda a cadeia de valor – nos casos estudados, das espécies tilápia e tambaqui. “A ideia é juntar todos os elos da cadeia e conseguir trazer algumas respostas de alguns impactos pra pontos específicos”, aponta o pesquisador da Embrapa.

A aplicabilidade prática das informações geradas nas pesquisas com as duas principais cadeias de valor da piscicultura brasileira pode representar um avanço. De acordo com Roberto, “a estratégia basicamente é você subsidiar o governo, os produtores, os processadores e também os supermercados (por que não?) com esse tipo de informação pra eles saberem qual é o impacto de algumas ações que eles possam ter em toda essa cadeia produtiva dos peixes e entender onde entra o consumidor nessa história também”.

Projeto em aquicultura – Essa parte de economia é uma das oito do projeto Ações estruturantes e inovação para o fortalecimento das cadeias produtivas da aquicultura no Brasil, o BRS Aqua. Há ainda trabalhos nas seguintes áreas: nutrição; tecnologia do pescado; manejo e gestão ambiental; sanidade; germoplasma; transferência de tecnologia; e gestão. Além de tambaqui e tilápia, estão programados trabalhos com camarão e bijupirá.

O projeto envolve mais de 20 Unidades da Embrapa, cerca de 270 empregados da empresa e recursos financeiros da ordem de quase R$ 45 milhões do Fundo Tecnológico (Funtec) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), R$ 6 milhões do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (que estão sendo executados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, o CNPq) e, como contrapartida, R$ 6 milhões da própria Embrapa.

Entre os parceiros do BRS Aqua, há instituições públicas e privadas. Uma delas é a Universidade de Purdue, nos Estados Unidos, à qual o pesquisador Roberto está ligado no desenvolvimento de sua tese de doutorado.

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