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sexta-feira, 31 de maio de 2019

Salvador segue como capital com menor índice de fumantes


Trabalho desenvolvido pelo Programa Municipal de Controle ao Tabagismo é um dos fatores que auxiliaram na redução do índice de fumantes na capital baiana



A Lei Antifumo completa dez anos neste mês e Salvador se mantém como a capital com menor índice de fumantes (4,1%) entre as capitais brasileiras, de acordo com a Pesquisa do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (VIGITEL/2018), do Ministério da Saúde.

Nesta sexta-feira (31) se comemora o Dia Mundial contra o Tabaco e nos primeiros oito anos da Lei Antifumo, pouco mais de 143 mil soteropolitanos pararam de fumar.

Em 2009, 11,3% da população maior de 18 anos era fumante. Já em 2017, o percentual de consumidores de cigarro entre essa mesma faixa etária caiu para 4,1% - uma redução de 7,2%. Este dado é resultado das ações de conscientização da população soteropolitana, dentre elas, a do Programa Municipal de Controle do Tabagismo (PMCT) implantado em 45 unidades da rede municipal da Saúde.

Para realizar o tratamento de forma totalmente gratuita, o interessado deve comparecer a um dos postos de referência da estratégia munido com o cartão SUS de Salvador e documento oficial de identificação com foto para realização da inscrição. Na oportunidade, o paciente passará por uma entrevista para avaliar o grau de dependência. O próximo passo é a participação numa reunião em grupo com os demais participantes do Programa. Os pacientes precisam ser maiores de 18 anos.

“Parar de fumar é um processo que envolve várias etapas de motivação, que vão desde a fase de negação – em que o fumante não admite que o tabagismo seja uma doença e, portanto, não quer parar de fumar; até a fase em que se encontra preparado para realizar a mudança do estilo de vida” explicou a técnica do setor de Doenças Crônicas Não Transmissíveis/Tabagismo, Carla Germiniana da Silva.

Tratamento – O acompanhamento das pessoas que decidem participar do PMCT é feito por uma equipe multidisciplinar composta por médicos, psicólogos, dentistas, enfermeiros e assistentes sociais, dentre outros especialistas. O fumante participará de quatro a cinco encontros, sendo um por semana, com o objetivo de estimulá-lo a parar de fumar, seja de forma imediata ou gradativa. Além disso, será entregue ao participante cartilhas informativas, explicando o motivo da dependência e como parar com o vício.



Para os pacientes com o grau de dependência elevado, é indicado o uso de medicamentos, oferecidos gratuitamente pelo SUS.


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