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segunda-feira, 17 de junho de 2019

Junho Violeta: coçar os olhos pode aumentar chances de desenvolver ceratocone

 Doença ocular afeta nitidez da visão e dificulta tarefas simples, como assistir TV e ler livros


Quando um cisco cai nos olhos, a reação mais comum é a de coçar a região para diminuir o incômodo. Mas esse hábito que parece ser inofensivo pode ser responsável pelo surgimento de problemas oculares, como é o caso do ceratocone – enfermidade não inflamatória que afeta a estrutura da córnea e prejudica a nitidez das imagens, causa miopia e desenvolvimento de grau elevado de astigmatismo. De acordo com o oftalmologista do DayHORC, empresa do Grupo Opty, Marco Polo, se não tratado, o problema pode tornar atividades simples, como ler, dirigir e assistir filmes, numa tarefa difícil, mesmo com uso de óculos ou lentes de contato. O alerta faz parte do Junho Violeta, mês de prevenção à doença.



Para entender o ceratocone, é importante lembrar como a córnea funciona. O órgão é a lente fixa da íris, área colorida dos olhos, que, através da pupila, projeta a luz sobre a retina. Por isso, alterações na transparência e curvatura da córnea podem comprometer a qualidade da visão. “O ceratocone causa a redução progressiva na espessura da parte central da estrutura, que é empurrada para fora, formando uma saliência com o formato aproximado de um cone – defeito que impede a projeção de imagens nítidas na retina”, explica o médico, especialista em córnea.



De origem genética e caráter hereditário, a doença tem evolução lenta e, geralmente, se manifesta em jovens entre 10 e 25 anos – podendo progredir até a quarta década de vida ou estabilizar-se com o tempo. “O ato de coçar os olhos desenvolve um papel importante no surgimento e evolução do ceratocone e, consequentemente, na baixa acuidade visual”, alerta o Dr. Marco Polo. O diagnóstico, ainda segundo o oftalmologista, pode ser feito pelo exame clínico nas fases mais tardias ou por meio de exames como topografia computadorizada de córnea (estudo da curvatura do órgão) e da paquimetria (análise de sua espessura), que permitem o diagnóstico nas fases mais precoces da doença.

Prevenção e tratamento

Visitas periódicas ao oftalmologista para realizar exames de rotina podem auxiliar na prevenção e no tratamento precoce da doença, evitando a perda da visão, sobretudo em pessoas com outras ocorrências na família. Após diagnosticado o ceratocone e, em casos iniciais, o médico poderá indicar o uso de óculos ou de lentes de contato rígidas. O oftalmologista do DayHORC explica que é possível realizar implante de anel intracorneano, como alternativa aos pacientes intolerantes ao uso deste tratamento. “Em casos mais graves, pode ser indicada a realização de cirurgia a laser para a correção do problema”, afirma.

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