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quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Agosto Dourado alerta para a importância do aleitamento materno

Além dos benefícios para o bebê, a amamentação ajuda na recuperação pós-parto e previne doenças na mãe


O leite materno é o primeiro alimento que consumimos quando chegamos ao mundo, é indispensável para a manutenção da saúde, para a prevenção de doenças e para estreitar a relação entre a mãe e o bebê. A Organização Mundial da Saúde recomenda que os bebês sejam alimentados apenas com leite materno até os seis meses de vida. No entanto, de acordo com um levantamento realizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), isso só acontece com 40% das crianças brasileiras. Para incentivar e estimular a amamentação, nasceu em 2017 o Agosto Dourado. A campanha foi criada pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) a partir da semana do aleitamento materno, que aconteceu de 1 a 7 do mesmo mês. 

O leite materno é o único alimento que contém todas as proteínas, gorduras, vitaminas, açúcares e água que uma criança precisa para se desenvolver, além dos anticorpos e glóbulos brancos que previnem as infecções e doenças, sendo fundamental para reduzir o índice de mortalidade infantil, explica ginecologista e uma das sócias da Clínica EMEG Cristina Sá. “Além de colaborar para a formação do sistema imunológico da criança, prevenir alergias, obesidade e intolerância ao glúten, o leite materno contém uma molécula chamada PSTI, responsável por proteger e reparar o intestino delicado dos recém-nascidos, combatendo vírus e bactérias do trato gastrointestinal”. O colostro, que é o primeiro leite, com coloração amarelada, ocorre até o sexto dia após o parto e é o responsável pela primeira imunização do bebê refletindo até na fase adulta. Depois do colostro, o leite se torna mais esbranquiçado e é produzido em maior quantidade. “Esse deve ser o único alimento do bebê até o seis meses de idade”, sugere Cristina.



Vínculo mãe-bebê 

Além dos benefícios para o bebê, Ticiana Cabral, também ginecologista e sócia da EMEG, destaca que, durante a amamentação, cresce o vínculo afetivo entre mãe e filho, colaborando para que a criança se relacione melhor com outras pessoas no futuro. “É o momento em que a mãe entra em completa sintonia com o bebê, que precisa de tranquilidade e calma para se alimentar. Isso desperta sensações de bem-estar e realização, faz com que a mãe controle a ansiedade, se acalme e desfrute a maternidade e ainda ajuda a emagrecer, pois consome até 800 calorias por dia”. A médica explica ainda que o ato de amamentar ajuda na recuperação pós-parto, protege a mãe contra doenças cardiovasculares, contra o câncer de mama e de ovário e previne a anemia. “Durante a amamentação, a menstruação demora mais tempo para voltar ao normal e descer regularmente, sendo assim, a quantidade de ferro do organismo fica preservada por mais tempo, impedindo a anemia”, explica Ticiana.



Introdução alimentar 

A partir dos seis meses, já é recomendável introduzir de forma lenta e gradual outros alimentos, como frutas e verduras, já que as necessidades nutricionais da criança já não são mais atendidas apenas com o leite materno. Ainda assim, o ideal é manter leite materno até os dois anos de idade ou mais. “Nos primeiros meses, a sucção ajuda no desenvolvimento da arcada dentária do bebê. A partir dos seis meses, o bebê não apresenta mais o reflexo de protrusão da língua, o que facilita a ingestão de alimentos semi-sólidos, como as papinhas, além de produzir as enzimas digestivas em quantidades suficientes”, destaca Ana Cristina Batalha, ginecologista e sócia da EMEG. Esses alimentos complementares são chamados de alimentos de transição, que devem ser preparados até os oito meses de idade, em média, quando a criança já pode comer outros alimentos normalmente. “Também é importante ressaltar que, geralmente, cada mãe produz o leite suficiente para o seu bebê. Isso quer dizer que a ideia de leite fraco está ligada a hábitos incorretos durante a amamentação, como, por exemplo, sucção inadequada ou pouco estímulo da mama”, finaliza Ana Cristina.


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