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sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Artífices se reúnem para discutir propostas sobre obras nos Arcos da Ladeira da Montanha

A Prefeitura, por meio da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), se reuniu na manhã desta quinta-feira (15) com cerca de 15 artífices, principalmente ferreiros, serralheiros e marmoeiros que trabalham nos Arcos da Ladeira da Montanha, que serão requalificados pela gestão municipal. A reunião ocorreu para discutir propostas de realocação dos artistas durante a execução das obras. O encontro aconteceu no Teatro Gregório de Matos e contou com a presença de um arquiteto da empresa que executará a intervenção, RC Restaurações e Construções Eireli, e a presidente da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), Tânia Scofield.

“Os arcos estão ocupados por esses artífices. Vimos a necessidade de dialogar com os trabalhadores no intuito de buscarmos uma solução para que suas atividades não sejam interrompidas e que a obra seja iniciada da melhor forma possível”, afirmou a presidente da FMLF. 

Considerando as ferramentas de trabalho dos artistas, a exemplo de peças com 6 metros de comprimentos e máquinas pesadas, o encontro serviu para entender a necessidade de cada trabalhador para que suas atividades não sejam interrompidas e tudo possa fluir sem problemas. Umas das propostas apresentadas foi a divisão dos arcos, interditando inicialmente do 18 ao 34, onde os artistas seriam realocados para os demais onde dividirão o espaço com outros artesãos. 

Dentro do prazo de até 120 dias, essa área fechada seria estudada junto aos trabalhadores as melhores decisões a serem tomadas, para a implantação de um barracão provisório onde todos artífices seriam transferidos para que a execução fosse feita de uma só vez.

Resultado - Ao fim da reunião, os artífices não chegaram a um consenso e um novo encontro foi marcado para a manhã desta sexta-feira (16), às 9h, com uma visita de um engenheiro aos Arcos da Ladeira da Montanha, para que novas propostas possam ser formuladas. 

Trabalhando como artífice há 53 anos, Edmilson Rodrigues, 68, destacou a importância desse momento de conversa entre a Prefeitura e os artistas. “Quando há diálogo há acordo. Ter esse momento é muito importante para que nós possamos ser ouvidos e para que propostas sejam apresentadas e discutidas, sempre levando em consideração a nossa realidade de trabalho. É importante garantir a continuação de nossa atividade durante as obras, pois é o nosso ganha-pão. O povo é quem dá vida à cidade, quem trabalha e produz. O povo faz parte da cidade. Cidade viva é cidade ocupada. A minha expectativa é que cheguemos a um denominador comum, para que ninguém seja prejudicado”, afirma. 

Obras - Com investimento municipal de aproximadamente R$ 3,5 milhões, as obras serão executadas em 12 meses pela empresa RC Restaurações e Construções Eireli, a partir de projeto cedido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). 

O projeto de requalificação tem como diretriz principal recuperar esse importante conjunto edificado no final do século XIX - composto por 17 arcos - destacando seus valores artísticos e suprimindo elementos e volumes que atualmente descaracterizam o conjunto. 

Os arcos apresentam degradações tanto na parte estrutural quanto nas instalações elétricas e hidrossanitárias, resultando em ambientes insalubres aos ocupantes. No local funcionam serralherias e marmorarias.

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