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terça-feira, 17 de setembro de 2019

Catarata: Doença exige atenção aos sintomas para o tratamento precoce


Médico da ProVer Oftalmologia fala sobre como identificar alterações na visão


Uma das principais causas de cegueira, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a catarata pode ser evitada com a adoção de hábitos saudáveis e percepção de alterações na visão. É o que afirma o médico da clínica ProVer Oftalmologia, Bruno Meireles. O especialista alerta para a prevenção de outras doenças associadas, evitando ainda o uso indiscriminado de medicamentos.

“Hábitos mais saudáveis, no geral, que evitem doenças metabólicas, como diabetes, ou uso de medicações inadvertidamente, como corticoides, são importantes para evitar desenvolvimento de cataratas em idades mais precoces”, afirma. 

Alguns estudos mostram ainda que o uso do fumo ou a exposição excessiva à luz ultravioleta (UV) solar durante a vida podem ser atribuídos como fatores de risco, bem como um nível baixo de oxidantes (vitaminas C e E, beta-caroteno e selênio). Esses compostos neutralizam os radicais livres – moléculas instáveis de oxigênio – capazes de lesar o cristalino. 

Mesmo acometendo grande parte da população acima dos 50 anos de idade, pessoas com menos idade também podem apresentar os sintomas da doença, que variam da visão embaçada, mesmo com o uso dos óculos e a troca deles, até o incômodo com a luminosidade em determinados ambientes.

“Algumas queixas dos pacientes chamam a atenção de nós, médicos, como enxergar embaçado mesmo com os óculos, ambientes com muitas luzes ou, ao entardecer e à noite, a dificuldade de enxergar. Enfim, não existe um sintoma único e definidor, o melhor é consultar seu médico com regularidade”, alerta Meireles.



Diagnóstico e tratamento

Um exame clínico de rotina pode diagnosticar a catarata. Com o avanço das pesquisas e tecnologias para o tratamento da doença, a indicação da cirurgia (único tratamento disponível eficaz) é feita de maneira mais precoce do que antigamente, fator que facilita também a recuperação. 

“A recuperação pós-cirúrgica fica melhor quando a intervenção é feita nos estágios mais breves da doença e as lentes intraoculares de melhor qualidade disponíveis hoje possibilitam visão mais acurada e conserto do erro refrativo (grau dos óculos). Em casos de cirurgias bem indicadas, o procedimento e sua recuperação tornam-se mais tranquilos”, esclarece o médico.



A doença

O termo “catarata” é dado para qualquer tipo de perda de transparência do cristalino, lente situada atrás da íris, seja ela congênita ou adquirida, independente de causar ou não prejuízos à visão. Segundo a OMS, a catarata ainda é um causa importante de cegueira reversível no mundo, acometendo principalmente a população idosa. 

A catarata é uma doença multifatorial e pode ser congênita ou adquirida. A causa mais comum é o envelhecimento do cristalino que ocorre pela idade, mas também poderá estar associada a alterações metabólicas que ocorrem em certas doenças sistêmicas, oculares, tabagismo, alcoolismo, e secundária ao uso de alguns medicamentos, como corticoides, ou a trauma ocular (contuso, perfurante, por infravermelho, descarga elétrica, radiação ultravioleta, raios X, betaterapia ou queimaduras químicas graves). A doença pode acometer apenas um, ou ambos os olhos, dependendo da causa.

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