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sábado, 12 de outubro de 2019

Canonização Irmã Dulce

Domingo, 13 de outubro, acontece em Roma a cerimônia de canonização de Irmã Dulce. A pesquisadora do núcleo LEMBRAR da ESPM Rio, Lucia Santa Cruz, fala um pouco sobre o legado e memória de uma vida dedicada à caridade e que rendeu reconhecimento no Brasil e no exterior.

“Um aspecto interessante em toda a história da canonização de Irmã Dulce é a memória coletiva em torno da religiosa. Ela foi uma pessoa realmente importante no cenário baiano, no cuidado com os mais pobres, no acolhimento aos carentes e na capacidade em gerenciar essa imensa obra assistencial. E essa imagem vem sendo fortalecida desde a sua morte. Em geral, se fala que somos um país de memória curta, mas é nesses momentos que vemos estratégias de formação, cultivo e manutenção da memória. Logo depois da sua morte, foi criado em Salvador o Memorial Irmã Dulce, uma exposição permanente que reúne mais de 800 peças. 

Está lá, por exemplo, a cadeira em que ela dormiu por mais de 30 anos. O móvel, uma cadeira de madeira, com encosto levemente reclinado para trás, lembra a sua fragilidade, a doença com que conviveu por tantos anos, mas também ressalta a sua força de vontade e o seu comprometimento com suas obras. Junto de outras peças, o Memorial ajudou a manter viva a imagem da freira como o Anjo Bom do Brasil, título que ela recebeu em vida por ter fundado uma obra assistencial tão forte. Essa imagem hoje faz parte do imaginário coletivo da Bahia e do Brasil – o de alguém que, apesar das suas dificuldades pessoais, se dedicou intensamente aos outros, vencendo obstáculos e deixando um legado significativo, tanto no campo assistencial quanto como exemplo de vida e bondade”.

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