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domingo, 1 de março de 2020

Calçado correto ajuda a aproveitar a folia sem lesões

 
Uma maratona que tem data para começar, mas sem prazo para acabar, pode ser apenas por um dia ou durar até uma semana. Nesse caso, calcule quantas horas atrás do trio, some com o tempo driblando a multidão para, enfim, alcançar o camarote e dançar sem parar. Tudo isso sem descer do salto. É para poucas? Claro que não! Muitas mulheres preferem fingir estar à vontade sobre saltos altos. No entanto, guardam a dor para resolver só quando a folia passar.


A atriz Marina Ruy Barbosa seguiu na contramão dessa elegância propagada por aí, e desembarcou de tênis no Carnaval de Salvador para curtir o trio. Choveram críticas, mesmo que o calçado fosse estiloso e como se o tênis não combinasse com gente famosa. Também Ivete Sangalo desistiu do salto e, após mais de cinco horas de desfile, já em Ondina, reapareceu com tênis prateado para compor o look de rainha.



Com o passar do tempo, as mulheres têm optado pela escolha de um calçado confortável e mais seguro para enfrentar o Carnaval? A resposta é sim, de acordo com os dados coletados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que registou uma queda de 9% nos traumas ortopédicos, especialmente torções. Nos quatro dias de festa de 2020, foram registradas 191 ocorrências que envolvem os membros inferiores. 

Para os ortopedistas, os tênis podem melhorar a sensação que o corpo está sendo castigado durante intensivas horas atrás do trio. “Há os calçados com amortecedores para a parte anterior e posterior dos pés, para evitar que os joelhos também sejam afetados. É indispensável esse cuidado”, reforça o especialista em traumatologia José Carlos Fonseca Filho.     

“As mulheres geralmente usam salto alto e é aí é que está o perigo. A pessoa estará sobrecarregando a parte anterior dos pés e, também, exigindo muito dos joelhos, principalmente no que diz respeito às lesões de cartilagem, muito conhecida como condropatia ou condromalácia patelar”, explica o especialista. 

Rasteirinha e cuidados – Durante a passagem dos blocos, foliões com rasteirinha nos pés se mostravam dispostos a enfrentar a maratona até o final do percurso. “Isso também não é bom, pois não há amortecimento. Isso serve também para os homens que optam em usar sandálias. O calçado mais adequado é o tênis”, reforça o especialista. Então, ainda dá tempo de ajustar o passo e corrigir a opção, se não estiver escolhido certo. 

Para o pós-folia, vale atentar para alguns cuidados, como ensina o especialista. “Se chegar em casa com dor nos pés, levante as pernas para diminuir o inchaço e use gelo enrolado em um pano fino ou saco plástico até 20 minutos, pois o frio no local atua como analgésico e anti-inflamatório natural. Certamente, essa dica simples vai ajudar muito na recuperação da maratona”, finaliza Fonseca Filho.

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