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quinta-feira, 9 de abril de 2020

Entidades cobram da Caixa mais informação para a população sobre o auxílio emergencial

Após anúncio, pessoas se aglomeraram e fizeram filas nas agências para tirar dúvidas sobre o benefício

O anúncio do início do pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 está gerando uma corrida à Caixa Econômica Federal, causando filas e aglomerações na porta das agências em todo o Brasil. Com muitas dúvidas, a população recorreu ao banco público para entender como poderá receber o benefício e fazer o cadastro. As entidades que representam os empregados da Caixa e a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) cobram da Caixa e do governo federal uma ação urgente para orientar a população e, assim, evitar a ida aos bancos.

O presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira, destaca que a falta de mais informações tem provocado insegurança, tanto para os trabalhadores quanto para a população. “O pagamento está provocando um desrespeito em relação às orientações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde para evitar concentração de pessoas. As pessoas precisam de orientação”, avalia.

Para o presidente, campanhas informativas e educativas precisam ser feitas com urgência. “É responsabilidade do governo federal, do Banco Central e da Caixa orientar a população. Não podem deixar para os empregados essa responsabilidade. Os bancários estão na linha de frente e precisam da atenção da Caixa. Nossa preocupação é com a saúde dos trabalhadores e da população, garantindo o atendimento nos casos essenciais”, afirmou.

Sem uma campanha informativa para explicar o pagamento do auxílio emergencial, a população se dirige à única fonte de informação que ela conhece, as agências bancárias. Para o vice-presidente da Fenae e secretário de Finanças da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Sérgio Takemoto, os empregados e a população não podem ficar expostos a esse risco de contágio. Ele defende que é extremamente necessário garantir a saúde de todos.

“Essa aglomeração de pessoas põe em risco a população e os empregados da Caixa. É de fundamental importância que o governo e a Caixa façam uma grande divulgação em todos os meios de comunicação para explicar a população quem são os beneficiários e o calendário do pagamento”, destacou.  

Entre as dúvidas mais frequentes está  a questão do CPF cancelados. Não é possível fazer o cadastro sem o documento. De acordo com secretária nacional da Contraf-CUT, Fabiana Uehara, a orientação é para que a população só vá à agência em casos de extrema necessidade. "Sabemos da importância desse auxílio, mas as pessoas devem ter calma neste momento. O que queremos é que tanto a população quanto os trabalhadores tenham segurança e resguardo na saúde neste momento de pandemia. É importante destacar que o Comando Nacional dos Bancários está pontualmente conversando com a Febraban para tentar resolver a questão da melhor forma", afirmou.

Força do banco público

O pagamento do auxílio emergencial mostra o papel essencial da Caixa neste momento de crise. Presente em quase todos os mais 5.500 municípios, a Caixa será responsável por levar o auxílio a milhões de pessoas. Segundo a Caixa, mais de 22 milhões de pessoas já realizaram o cadastro por meio do aplicativo e o governo federal estima que 54 milhões de brasileiros estão aptos a receber o auxílio.

"Isso só poderia acontecer na Caixa, o banco que tem no DNA o compromisso com o povo brasileiro. Graças a luta de muitos, se manteve público, para cumprir essa grandiosa tarefa. Agora mais do que nunca, nossa preocupação principal deve ser ampliar as garantias de saúde e segurança para os colegas que estão na linha de frente, usuários e clientes", afirmou a coordenadora do Comitê nacional em Defesa das Empresas Públicas e representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa, Rita Serrano.

Auxílio Emergencial

Na terça-feira (07/03), o governo federal anunciou o calendário de pagamento e lançou o aplicativo Caixa Auxílio Emergencial e o site Auxílio Emergencial, para que Microempreendedores Individuais (MEIs), trabalhadores informais sem registro e contribuintes individuais do INSS que não estão na base de dados do governo façam o cadastramento. Somente após o cadastro será possível receber o benefício.

A estimativa é que em poucos dias a população possa ter o acesso aos recursos. Todos os cadastros passarão por um cruzamento de dados para validar as informações. Segundo a Caixa, o prazo de validação é de até cinco dias.

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