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quinta-feira, 21 de maio de 2020

Higiene: outras doenças que podemos evitar lavando as mãos


Um hábito de higiene que foi reforçado em todo o mundo com a pandemia do coronavírus foi a higienização das mãos, um ato simples mas eficaz contra a disseminação da doença. No entanto, lavar as mãos pode evitar muitos outros problemas, como explica Fernando Badaró, infectologista e professor do curso de Medicina da UNIFACS.   

Bactérias, vermes e protozoários são as principais fontes de doenças que podem ser evitadas com a higienização das mãos. Elas podem acarretar em infecções intestinais, diarreias e até casos mais graves. “Algumas infecções causam doenças sistêmicas, como a pneumonia, podem ser adquiridas por bactérias das mãos ao tocar no nariz e na boca”, explica Badaró.   

Já as amebas, gênero de protozoário unicelular, normalmente encontradas em alimentos contaminados ou água de torneira, podem não só causar infecção intestinal, como abscesso no fígado, no baço ou até mesmo abscesso cerebral. Esta reação, normalmente identificada como uma bolsa de pus, pode surgir em diversas partes do corpo e acontece quando o sistema imunológico tenta combater um invasor.    

Assim como no caso da Covid-19, os principais locais que podem ser foco de contaminação dessas doenças são ambientes em que ocorra aglomeração ou grande fluxo de pessoas, como os ônibus, assentos, shoppings centers, especialmente corrimãos e maçanetas. “A grande disseminação das conjuntivites epidêmicas é pelas mãos. As pessoas tocam uma superfície e depois levam as mãos aos olhos ou ao nariz e se contaminam”, elucida o professor.   

Fernando Badaró explica que são várias as enfermidades que podem ser eliminadas simplesmente com a lavagem das mãos. No entanto, isso é mais difícil quando se trata das doenças virais, como por exemplo o HIV ou a hepatite. “É preciso que o vírus se ligue à mucosa. Alguns vírus não morrem simplesmente com a lavagem das mãos com água e sabão, é preciso que adicionem antissépticos específicos como hipoclorito de sódio ou álcool. O coronavírus é uma exceção”, informa.   

Ele também acredita que algumas pessoas, mesmo quando passar a pandemia, vão incorporar o hábito de ter mais cuidados com as mãos, mas que não deve ser feito apenas por obrigação e sim ter adquirido a consciência da necessidade. 



Sugestão de fonte: Fernando Badaró, infectologista e professor da UNIFACS. 

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