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quarta-feira, 27 de maio de 2020

Idosos precisam de mais cuidados na quarentena



Isolamento social e o estresse da pandemia exigem mais atenção a esse grupo de risco da Covid-19

As mudanças de rotina com o isolamento social atingem a todos e, especialmente, aos idosos, que fazem parte do grupo de risco da Covid-19. A geriatra Daniela Menezes, do Plano Boa Saúde (Grupo Vitalmed), diz que é preciso atenção e muito cuidado com esse público. “Preocupam o desenvolvimento de fobias, angústia, tristeza, além da falta de atividade e má alimentação, que os tornam mais frágeis. É preciso proporcionar algum suporte, a fim de que não se sintam tão só e saibam que têm a quem recorrer”, orienta a profissional.

Segundo Daniela, o isolamento do idoso deve levar em consideração a sua autonomia, isto é, a capacidade de tomar decisões, e o seu nível de independência, a capacidade de colocar em prática as decisões tomadas. “Para um idoso ficar isolado, ele deve estar em condição de comunicar suas necessidades e ter a quem reportá-las. Caso não tenha como se comunicar ou tenha saúde frágil, que sinalize incapacidade para o autocuidado, ele precisa da ajuda de um familiar ou acompanhante, pouco exposto socialmente e que tome todos os cuidados de higiene para evitar a contaminação pelo novo coronavírus”, declara.

Para tornar o isolamento social menos doloroso e mais tolerável para o idoso, a geriatra recomenda evitar excesso de informações sobre a pandemia, estimular leituras e outras atividades intelectuais prazerosas. “Também é muito importante que os familiares se façam presentes, mesmo distantes, seja por meio de um telefonema ou de uma chamada de vídeo. A atenção e o afeto são ainda mais essenciais neste momento”, comenta Daniela. Ela diz ainda que faz bem estimular a participação do idoso nas atividades leves da casa e a prática de atividades físicas dentro do domicílio.

Sobre os cuidados que os idosos devem tomar para manter a saúde do corpo e da mente, a médica orienta: “manter distanciamento físico de pessoas que se expõem nas ruas e socialmente. Caso seja cardiopata e tenha dificuldades respiratórias, não suportará usar máscaras por muito tempo, mas não deve dispensá-la se precisar sair de casa ou se tiver aproximação física com pessoas que saem de casa. O idoso deve ter o cuidado de higienizar as mãos antes de se alimentar e após tocar em objetos, possivelmente, contaminados”.

A geriatra alerta também que o idoso não deve descuidar dos cuidados médicos com outras doenças crônicas. “É fundamental que as doenças crônicas sejam avaliadas por médicos regularmente, além de informar aos profissionais, caso surjam novos sintomas ou alguma perda na funcionalidade. Isso deve ser avaliado pelo médico. A telemedicina, orientações por telefone ou por outra plataforma tecnológica podem ser uma boa forma de preservar os cuidados neste momento”, conclui.

Quem não deve não ficar sozinho

- Quem toma muitas medicações e necessita de auxílio para tomá-las;
- Quem tem dificuldades para realizar as atividades básicas, como tomar banho, se vestir, caminhar, comer (idosos que apresentam engasgos) e se higienizar após evacuações;
- Quem tem limitações visuais e auditivas;
- Quem tem dificuldade para realizar atividades no lar, como preparar alimentos e higienizar a cozinha;
- Quem caiu mais de três vezes no último ano;
- Quem necessita de auxílio para comprar mediações ou alimentos.

Como minimizar a solidão do isolamento social

- Evitar excesso de informações sobre a pandemia;
- Fazer leituras ou atividades intelectuais prazerosas;
- Fazer contato frequente com familiares e amigos por telefonema, chamada de vídeo ou alguma plataforma online;
- Participar de atividades leves da casa;
- Se alimentar bem;
- Praticar atividades físicas dentro do domicílio.

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