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terça-feira, 23 de junho de 2020

Baianos continuam afastados dos atendimentos ambulatoriais de saúde

Taxa de ocupação das instituições médicas revela que metade dos baianos interrompeu seus tratamentos de saúde
Presidente da AHSEB, Mauro Adan, informa que em especialidades como oftalmologia,
a queda da demanda por atendimento chega a 80%

Clínicas, laboratórios, clínicas de imagem e oncológicas estão operando com 50% da sua capacidade na Bahia após três meses de isolamento social. O número revela que metade dos usuários do sistema de saúde suplementar no estado interrompeu os cuidados com as suas patologias. O alerta se volta, sobretudo, para pacientes diabéticos, hipertensos, renais, oncológicos e para pessoas que têm qualquer outra patologia instalada que exige acompanhamento regular.
“Estamos lidando com a realidade de que a frequência nas instituições de saúde ambulatoriais caiu pela metade ainda que as doenças não tenham deixado de existir. É preciso que as pessoas tenham consciência de que um eventual descontrole dessas patologias pode fazê-las ter que procurar emergências ou até ocupar um leito de UTI, que neste momento está sendo reservado prioritariamente para vítimas do COVID-19”, alerta Mauro Adan, presidente da Associação de Hospitais e Serviços de Saúde da Bahia - AHSEB.
Segundo ele, a queda é uniforme para todas as especialidades, com exceção de pneumologia, o que se explica pelo fato de os sintomas respiratórios estarem associados a uma possível contaminação pelo Coronavírus. Oftalmologia, por sua vez, chega a apresentar uma redução de 80% em relação à demanda usual antes da pandemia.
O sinal vermelho para o risco da descontinuidade dos tratamentos médicos vem sendo dado por órgãos como Organização Mundial da Saúde (OMS). Agência Nacional de Saúde (ANS) e Ministério da Saúde. Entre março e abril, primeiros meses do isolamento social, a ocupação das instituições de saúde ficou entre 20% e 40%. Entre maio e junho, subiu para 50%.
A situação também acende alerta para o risco da automedicação e para o desequilíbrio de quadros de saúde, o que pode contribuir na evolução para óbito em casos de contaminação pelo Covid-19. “É muito importante que as pessoas continuem fazendo seus exames e realizando consultas com seus médicos de confiança, sabendo que as instituições médicas estão seguindo todos os requisitos e protocolos de segurança para que não haja risco de contaminação”, realça Mauro Adan.
Medidas rígidas de segurança – Comissões de infecção hospitalar, medidas de distanciamento, controle de número de pessoas por metro quadrado, higienização triplicada, utilização de EPIs por profissionais e pacientes seguindo critérios técnicos e triagem para detecção de pacientes com possíveis sintomas de Covid-19 são algumas das medidas de um protocolo rígido de segurança que as clínicas médicas estão seguindo.

“Eu costumo dizer que as pessoas estão muito mais seguras dentro de uma instituição de saúde em relação ao Covid-19 do que em outros lugares em que a gente não sabe quem está ali e que controle está sendo feito. Nas clínicas, o fluxo de pessoas é controlado passo a passo com protocolo técnico”, reforça o presidente da AHSEB

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