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terça-feira, 16 de junho de 2020

Como o pedido de demissão de Mansueto e uma possível 2ª onda de covid-19 impactaram o mercado?


Confira a análise econômica do Economista-Chefe da Nova Futura Investimentos, Pedro Paulo Silveira 


Ontem, os mercados tiveram forte receio em relação a 2ª onda de covid-19 que pode comprometer fortemente a recuperação econômica em todo mundo. Além disso, os dados de produção industrial da China e o novo surto do vírus no gigante da Ásia Meridional fizeram com que os agentes começassem o dia de mau-humor em todo mundo. Todavia, o discurso de Jerome Powell a informar que o FED agirá de forma contundente intervindo no mercado e comprando títulos de crédito corporativo, ou seja, o FED comprará títulos de empresas análogos à debentures por intermédio de ETF’s.

Além disso, a notícia de que os Estados Unidos afrouxarão em relação às regras para utilização de internet da Hawai por empresas do país aliviou, de certa maneira, as tensões entre americanos e chineses. Assim, apesar do mau humor inicial, ao fim do pregão o Dow Jones 30 teve elevação de 0,62%. O subiu S&P 500 0,87% e a Nasdaq, a liderar o rali de Wall Street teve ganhos de 1,43%. Com a melhora das perspectivas o VIX teve queda de 4,68%, cotado a 34,40 pontos. Na Europa, os agentes ficaram receosos com a possibilidade de uma 2ª onda de coronavírus e os receios quanto a reunião que definirá os rumos do divórcio entre o Reino Unido e a União Europeia fez com que os agentes ficassem cautelosos, a ponto da maioria dos mercados do continente fecharem em baixa, com os agentes avessos ao risco. Somente Milão fechou o dia em alta, alcançando os 0,43%. Londres teve perdas de 0,66%, seguido por Paris que caiu 0,49%. Madrid e Frankfurt também registraram queda, em 0,46% e 0,32% respectivamente.                                                                                        

No Brasil, apesar do pedido de demissão do Mansueto Almeida, um dos grandes pilares da economia do governo, o mercado viu a indicação de Paulo Guedes, o economista Bruno Funchal com bons olhos. Todavia, a melhora no humor em Wall Street não foi suficiente para recuperar o Ibovespa, apesar das perdas terem sido fortemente reduzidas por conta da melhora do humor nos Estados Unidos. O Ibovespa teve baixa de 0,45%, cotado a 92.375,52 pontos. O dólar subiu 1,92%, alcançando R$ 5,14.


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