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sexta-feira, 12 de junho de 2020

Pesquisas indicam aumento de 30% na prática de home office

A tendência é que o teletrabalho seja uma prática cada vez mais adotada, mesmo após a pandemia

A situação de pandemia causada pelo novo coronavírus impactou muito na realidade da população brasileira, mudando hábitos de compra, higiene, socialização e trabalho. 

Com o crescimento de casos confirmados da doença no país, o home office, também conhecido como trabalho remoto, se tornou parte do dia a dia de muitas empresas e profissionais. Esse modelo de trabalho vem sendo uma das principais alternativas para a manutenção dos negócios diante das determinações de isolamento social pelo governo, de forma a evitar a contaminação entre os colaboradores no ambiente de trabalho.

No entanto, estudos indicam que a prática de home office adotada em peso durante o período de pandemia pode se tornar uma prática cada vez mais comum nas empresas. A Lei n° 13.467/2017, elaborada na última reforma trabalhista, já regulamenta o trabalho remoto, o que facilitou a transição para muitas organizações.

De acordo com uma pesquisa elaborada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), até abril de 2020, cerca de 59 países já adotaram o home office como uma alternativa ao trabalho presencial. No Brasil, apesar de observarmos muitas categorias terem optado pela redução da jornada de trabalho e suspensão de contratos, a Confederação Nacional do Comércio estima que a alternativa de teletrabalho aumentou cerca de 30%. Segundo estudos feitos pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)., o home office poderá ser implementado em aproximadamente 23% das ocupações do país, atingindo cerca de vinte milhões de trabalhadores.

Thomas Carlsen, COO da mywork, especializada em controle de ponto online, analisa questões importantes a respeito da modalidade de teletrabalho na realidade brasileira: “A pandemia sem dúvidas trouxe a necessidade de repensarmos os espaços e dinâmicas de trabalho. Nossa equipe foi totalmente movida para o teletrabalho desde o início da quarentena, principalmente por conta dos riscos causados pelo contato no escritório”, comenta Thomas. “É cada vez mais preciso que as empresas entendam que existem recursos tecnológicos que permitem que o trabalho remoto seja feito tranquilamente, com toda a segurança e praticidade de um dia de trabalho presencial”, analisa o executivo.

Dentre alguns dos recursos que podem e vêm sendo muito utilizados para possibilitar o gerenciamento das equipes e a execução de tarefas durante o home office pode-se destacar desde os aplicativos de chat e videoconferência, como Google Meets, Slack e Zoom, até os sistemas para controle de ponto e jornada de trabalho, como é o caso da mywork.

Dados presentes no Google Trends indicam que as buscas por termos como “home office” e “trabalhar em casa” nunca foram tão buscados na internet quanto em 2020, sendo que o pico de buscas se deu em março deste ano. A alternativa tem se mostrado positiva em muitas empresas que puderam e optaram por não interromper as atividades durante a crise. “É claro que para que seja possível fazer o home office do jeito certo, as dinâmicas entre as equipes devem ser muito claras e organizadas, para evitar atrasos em tarefas, descumprimento de horas, excesso de horas extras e outros fatores que devem ser cumpridos, na medida do possível, como se os profissionais estivessem em um ambiente de trabalho tradicional”, avalia Thomas.

Por: Beatriz Candido

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