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quarta-feira, 8 de julho de 2020

Em maio, vendas do varejo baiano retraem 20,8%

As vendas no comércio varejista baiano registraram em maio de 2020 recuo de 20,8%, na comparação com igual mês do ano anterior. A retração no volume de negócios no país foi de 7,2%, em relação à mesma base de comparação. Na análise sazonal, o comércio varejista no estado baiano registrou variação positiva de 10,3%. No acumulado do ano a taxa do volume de negócios foi negativa em 11,1%. Esses dados foram apurados pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – realizada em âmbito nacional – e analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento.

O resultado registrado para o varejo baiano nesse mês releva que o setor continua sendo intensamente impactado, após isolamento social por conta da pandemia do coronavírus. Embora mostre uma perda de ritmo dos impactos das ações de combate à pandemia de Covid -19, quando observado o mês imediatamente anterior (-26,5%), o recuo ainda é bastante expressivo. Com o orçamento comprometido dado a redução de renda por demissão, suspensão de trabalho ou redução proporcional de salários e jornada de trabalho, os consumidores tem sido cautelosos nos seus gastos. Esse comportamento comprometeram as vendas do varejo na comemoração do Dia das Mães, considerada a segunda data mais importante para o setor.

Por atividade, em maio de 2020, os dados do comércio varejista do estado baiano, quando comparados aos de maio de 2019, revelam que apenas um dos oito segmentos que compõem o indicador do volume de vendas registraram comportamento positivo. Assim, o desempenho positivo nesse mês ficou por conta do segmento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,7%). Nos demais segmentos, as variações foram negativas. Listados pelo grau de magnitude das taxas em ordem decrescente destacaram-se: Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-13,4%), Combustíveis e lubrificantes (-21,3%), Móveis e eletrodomésticos (-22,9%), Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-44,5%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-45,8%), Livros, jornais, revistas e papelaria (-73,2%), e Tecidos, vestuário e calçados (-81,3%). No que diz respeito aos subgrupos, verifica-se que registrou variação positiva as vendas de Hipermercados e supermercados com a taxa de 5,9%. Nas demais, as taxas foram negativas em 20,1% e 24,2%, respectivamente, para Móveis, e Eletrodomésticos.

Por outro lado, as maiores influências negativas para o setor vieram dos segmentos de Tecidos, vestuário e calçados, Outros artigos de uso pessoal e doméstico, e Combustíveis e lubrificantes. Os impactos do isolamento social em razão do Covid – 19 comprometeram o ritmo das vendas nessas atividades. Como uma forma de conter a disseminação do novo vírus, governos restringiram o funcionamento de empresas e a circulação de pessoas, levando uma redução na oferta de emprego e uma piora da situação financeira das famílias.

O segmento de Tecidos, vestuário e calçados teve suas vendas comprometidas com as medidas de isolamento social para conter a disseminação do Coronavírus como fechamento do comércio tanto nas ruas como em centros comerciais e shopping centers. Além do que a quarentena por conta da pandemia provocou mudanças de hábitos de consumo nos brasileiros. Nesse período, o consumidor passou a buscar mais serviços de compras, a exemplo de serviços de delivery, assim como as vendas no formato compre e retire.

Outros artigos de uso pessoal e doméstico apesar de também terem suas vendas comprometidas por contas das medidas preventivas mostrou perda de ritmo de queda em relação ao resultado de abril (-61,9%), pois os consumidores passaram a realizar suas compras por telefone, recebendo o seu produto na sua residência. Já as vendas de Combustíveis e lubrificantes foram atingidas de forma indireta pela redução de veículos circulando nas ruas.

O comércio varejista ampliado, que inclui o varejo e mais as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção apresentou retração nas vendas em 27,2%, em relação à igual mês do ano anterior. No acumulado dos últimos 12 meses, a variação foi negativa em 4,1%.

O segmento Veículos, motos, partes e peças teve queda de 53,0% nas vendas em maio de 2020, em relação à igual mês do ano anterior. Atividade fortemente influenciada pelo crédito teve suas vendas comprometidas dado ao “oceano” de incertezas quanto ao comportamento da atividade econômica no país provocada Covid – 19. Esse cenário levou as instituições financeiras a restringirem a liberação de crédito, dada a iminente elevação da taxa de inadimplência nos próximos meses. Para a análise dos últimos 12 meses a taxa foi negativa em 8,8%.

Em relação a Material de construção, as vendas no mês de maio foram negativas em 5,1%, na comparação com o mesmo mês de 2019. Embora o comportamento desse segmento se mantenha negativa, observa-se que houve uma redução no ritmo de queda, sinalizando apesar do cenário adverso, uma suave redução do pessimismo em relação aos meses seguintes, ratificado pelo Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getulio Vargas que subiu 3,9 pontos em maio, para 62,1 pontos. Esse desempenho resultou para o acumulado dos últimos 12 meses recuo de 0,7%.

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