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quinta-feira, 16 de julho de 2020

Pesquisa vai avaliar impacto do coronavírus no consumo de pescado

Será que a pandemia alterou o padrão de consumo e a comercialização de pescado no Brasil? Essa é a pergunta que a Embrapa Pesca e Aquicultura (Palmas-TO) e a Universidade Federal do Tocantins (UFT) pretendem responder por meio de um levantamento que está sendo realizado junto a consumidores e frigoríficos. A pesquisa é anônima e demora menos de três minutos para ser respondida. O questionário estará disponível até o dia 30 de julho (clique aqui para acessá-lo).

No caso das unidades de beneficiamento, o questionário será enviado para contatos cadastrados na base de dados do Sistema de Inteligência Estratégica em Aquicultura da Embrapa. 

“Da mesma forma que um estudo da Embrapa Hortaliças identificou uma queda no consumo de folhosas, a demanda por pescado possivelmente sofreu alterações durante a pandemia”, compara  Hellen Kato, pesquisadora da Embrapa Pesca e Aquicultura. “Assim, o objetivo da pesquisa é traçar um panorama de consumo de pescado no Brasil durante o período de isolamento social”, acrescenta.

Os dados obtidos serão analisados por uma equipe multidisciplinar composta por pesquisadores da Embrapa e da UFT. As informações sobre a mudança nos padrões de consumo e comercialização do pescado visam orientar decisões tomadas pelos elos da cadeia de produção.   

Para Hellen Kato, é importante ter informações para analisar os impactos do cenário atual, causado pelo isolamento social decorrente da pandemia. “Assim, teremos subsídios para orientar futuras tomadas de decisão, seja pela cadeia produtiva, seja para nossas ações de pesquisa, transferência de tecnologia e inovação. Tudo que está acontecendo é muito novo e inédito, e para qualquer reação mediante o novo cenário, o ideal é que possamos compreendê-lo para gerar as melhores respostas possíveis”, analisa ela.

Consumo em expansão 

A produção e o consumo de pescado passaram por um crescimento global nos últimos quarenta anos, principalmente devido ao avanço da aquicultura.

Especialistas acreditam que o desenvolvimento dessa cadeia produtiva está ligado a um comportamento crescente do mercado consumidor de valorizar alimentos mais saudáveis. Há pesquisas que associam o consumo de pescado à redução da obesidade, melhorias no desenvolvimento cognitivo e prevenção de doenças cardíacas e metabólicas, como diabetes, por exemplo.

Segundo dados do extinto Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), o consumo no Brasil aumentou 133,5% entre 2002 e 2009. Levantamentos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que a média nacional é de quatro quilos per capta e que a Região Norte é líder no consumo nacional, com 17,5 quilos por pessoa ao ano. Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) indicam que a produção aquícola respondeu por 38,26% da produção nacional, em 2013.

No entanto, essa curva ascendente pode ter sido afetada pela pandemia do coronavírus. O quanto a doença atingiu o segmento, é o que a pesquisa pretende saber.

Elisângela Santos (19.500 MTb-RJ)
Embrapa Pesca e Aquicultura

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