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sábado, 8 de agosto de 2020

Frio aumenta alergias: conheça tipos, sintomas e tratamentos

A prevalência das doenças alérgicas está aumentando em todo o mundo. E nessa época do ano, as alergias respiratórias e cutâneas tendem a piorar. Médica da Grupo Fleury dá dicas de prevenção e cuidados para esta época do ano.  


Embora devamos cuidar da nossa saúde durante todo o ano, é no Inverno que esse cuidado deve ser um pouco mais intenso, pois são comuns nesse período as infecções respiratórias, um dos fatores desencadeantes ou de piora de doenças respiratórias, como a asma. Além disso, o próprio ar frio também atua como um dos irritantes das vias aéreas, desencadeando ou piorando os sintomas alérgicos, como a falta de ar na asma e a coriza na rinite.  

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até o fim do século, metade da população sofrerá algum tipo de alergia. Atualmente, cerca de 30% da população mundial possuem, por exemplo, algum tipo de intolerância ao pó, mofo, pólen de plantas, entre outros. 

A alergia ocorre quando o organismo responde de uma maneira exagerada a estímulos comuns do ambiente – elementos do ar (ácaros, poeira, polens), alimentos e medicamentos. Dentre as alergias temos as respiratórias – costumam apresentar piora durante o Inverno, como rinite e asma, que causam espirros, coriza, coceira nos olhos, falta de ar, chiado no peito e tosse; as dermatoses, como a dermatite atópica, que se manifesta com pele seca, erupções que coçam e crostas; e as alergias alimentares, que podem se manifestar com urticária, inchaço e coceira nas pálpebras e lábios, sintomas gastrintestinais (cólicas, diarreia, vômitos) e rouquidão. 

Além do ar frio e das infecções virais, a poluição também é um fator desencadeante ou de piora dos sintomas respiratórios. A poluição do ar está estreitamente associada às alterações climáticas, que por sua vez têm forte impacto na saúde respiratória, particularmente nas doenças alérgicas respiratórias.  

Pensando em tudo isso, é importante alertar a população quanto aos riscos provenientes das doenças e os cuidados que os alérgicos precisam tomar, principalmente nesta época do ano, quando vêm à tona as alergias sazonais. 

A Dra. Bárbara Silva, alergologista do Grupo Fleury, detentor da Diagnoson a+, considera muito importante esse alerta, uma vez que as alergias acometem muitas pessoas. “O sistema imunológico responde de forma exagerada a uma substância após exposição à mesma. As alergias ocorrem em indivíduos previamente sensibilizados e com predisposição genética, na maioria das vezes”, informa. De acordo com a médica, os principais fatores desencadeantes das alergias respiratórias e das dermatites atópicas são os ácaros, fungos, epitélios de animais (cães e gatos) e baratas. Já entre as alergias alimentares estão o leite de vaca, ovo, amendoim, frutos do mar, soja e nozes, embora novos alérgenos passam a compor essa cesta, como o gergelim. 

“Em todas as alergias, afastar o fator causal, fazer um bom controle do ambiente e, caso necessário, tratamento medicamentoso e a associação com a imunoterapia nas alergias respiratórias, são algumas formas de lidar com as alergias, sempre sob a supervisão do especialista”, explica a médica. Segundo ela, quem tem rinite tem maior risco de desenvolver sinusite, otite, asma e distúrbios do sono, comprometendo a qualidade de vida. “O exame clínico e uma boa conversa com o médico alergista são fundamentais para descobrir se o paciente é alérgico e de que tipo de alergia sofre, pois o profissional analisará episódios e reações que se repetem e provocam os sintomas”, recomenda. 

A Dra. também destaca que cada tipo de alergia tem um teste alérgico específico e, por isso, é preciso passar por uma avaliação clínica prévia para obter a indicação correta. “Todos os exames devem ser feitos por profissionais especializados e em ambiente adequado. Quando indicados, são importantes para diagnosticar o antígeno exato e orientar o tratamento. Em caso de dúvidas, é importante sempre procurar um especialista para avaliação e confirmação do diagnóstico, para que se possa fazer um tratamento adequado, evitar riscos maiores e também restrições desnecessárias”, conclui. 


 

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