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sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Pesquisas apontam para o crescimento de dívidas em atraso nas pequenas e médias empresas

 Com o advento da pandemia de Covd-19 no Brasil, as restrições de atividades sobre o setor produtivo e a falta de crédito para manutenção das atividades e renegociação de dívidas são alguns dos principais obstáculos enfrentados pelas micro, pequenas e médias empresas brasileiras. Pesquisas realizadas pela Fundação Getúlio Vargas e pelo Sebrae apontam uma queda média de 51% de faturamento em nível nacional.


Os setores de comércio e serviços foram os mais afetados pela pandemia, que impactou aproximadamente 65,5% de um total de 1,2 milhões de empresas do setor de serviços e 64,1% de 1,1 milhão de empresas de comércio.


A inadimplência também avança entre os setores produtivos e comerciais do país. De acordo com os dados do estudo, houve um salto de 33% para 40% (entre o início de maio e o final de junho) no percentual de empresas com dívidas em atraso. A necessidade de ajuda financeira, consequentemente, também cresceu nesse período e a busca por crédito para a quitação de dívidas aumentou consideravelmente, de 30% em abril para 46% em junho.


“Os empréstimos oferecidos por grandes bancos são opções avaliadas por muitos empreendedores, mas os créditos oferecidos pelas agências de fomento regionais podem ser uma alternativa interessante para os pequenos empresários.” Comenta Thomas Carlsen, COO da mywork, empresa especializada em controle de ponto online, gestão de jornada de trabalho e gestão de Departamento Pessoal. “O crédito bom e acessível é uma das necessidades centrais do pequeno empresário brasileiro”, avalia o executivo.


Os dados da pesquisa ainda indicam que 76,8% dos negócios que conseguiram acesso a crédito durante a pandemia utilizaram os valores recolhidos para garantir a sobrevivência do negócios, investindo em fluxo de caixa, novos financiamentos e pagamento de fornecedores e colaboradores. Além disso, de acordo com pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aproximadamente 62,4% das 2,8 milhões de empresas que estavam em funcionamento no Brasil até a segunda quinzena de julho alegaram ter sido impactadas negativamente pela crise.


“As maiores dificuldades que os pequenos empresários enfrentam no momento de solicitação de empréstimos são as exigências feitas pelos bancos e a burocracia”, afirma Carlsen. “Mas tão importante quanto buscar auxílio financeiro no período da pandemia, é elaborar modelos de negócio para atender às novas demandas de mercado que surgem com o passar dos dias. Todo o comércio e o consumo em si estão passando por uma grande mudança de paradigmas e aqueles que desejam ter sucesso devem entender essa nova movimentação do mercado.”, declara.

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