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terça-feira, 1 de setembro de 2020

Indicações geográficas crescem mesmo em meio à pandemia



Levantamento mostra que o INPI já recebeu 10 novos pedidos de IGs, quase o total do ano passado


As indicações geográficas estão em franco crescimento no Brasil. Mesmo em meio à pandemia, de janeiro até agosto de 2020, o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) já recebeu 10 pedidos de registro de novas IGs – quase o total de 2019, que teve 11 solicitações no ano inteiro.


Os pedidos de IG em 2020

Café Conilon - Espírito Santo

Redes de Jaguaruana - Ceará

Café robusta Amazônia Matas de Rondônia - Rondônia

Cachaça de Morretes - Paraná

Artesanato de Resende Costa - Minas Gerais

Hortifrutos (abacate, alho, batata e cenoura) de São Gotardo - Minas Gerais

Vinhos e espumantes de Altitude - Santa Catarina

Pirarucu de Mamirauá - Amazonas

Maças e peras de São Joaquim - Santa Catarina

Mel de Melato de Bracatinga Planalto Sul Brasileiro - Santa Catarina 


Em 2020, o INPI já concedeu 4 novas indicações geográficas: 


Indicações de Procedência

Bordado de Caricó - RN

Vinhos da Campanha Gaúcha - RS

Abacaxi de Novo Remando - AM


Denominação de origem

Queijo de Campos de Cima da Serra - SC e RS


NOTORIEDADE - Esse mecanismo de reconhecimento da notoriedade de uma região e um povo em produzir bens e serviços específicos é uma forma de proteção à propriedade intelectual brasileira.


O Brasil é uma força nascente nesse universo, explorado há séculos pelos europeus – para citar os mais famosos: o queijo parmesão, o champagne, os azeites gregos, os vinhos de Rioja, relógios suíços!


O país contabiliza 69 indicações geográficas: 56 indicações de procedência e 13 denominações de origem, sendo esta uma categoria que protege produtos que resultam da combinação entre o saber fazer de uma cultura e as condições geográficas daquele ambiente. 


No momento em que se discutem formas de potencializar o desenvolvimento regional, reaquecer a economia e valorizar a produção brasileira, falar de indicações geográficas é um prato cheio.


O BRASIL QUE A GENTE PRODUZ - Em reportagem especial, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) navega pela história das indicações geográficas, desta vez de três das mais antigas do país (se não pelo registro, pela tradição).


A cachaça, bebida autenticamente nacional, que nasceu quase junto do batismo do Brasil e hoje vive a melhor fase desde a criação; o cacau do Sul da Bahia e sua revolução feita de chocolate; e a erva-mate de São Matheus do Sul, que, de tão importante, bancou até a independência do Paraná do estado de São Paulo. 


O consumidor quer consumir origem, apoiar o cultivo sustentável, saber quem são as pessoas por trás dos rótulos e como um produto chega até ele. Todas perguntas que as indicações geográficas são capazes de responder.


Confira o especial:  https://noticias.portaldaindustria.com.br/especiais/indicacao-geografica-o-redescobrimento-do-brasil/


 

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