Seja bem-vindo. Hoje é

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Preguiças monitoradas na reserva Sapiranga ganham filhotes


 Trabalho de pesquisa do Projeto Preguiça de Coleira foi adaptado para manter suas atividades mesmo durante a pandemia 

Novidades no Projeto Preguiça de Coleira: nasceram quatro filhotes entre os animais monitorados pela iniciativa. Durante o trabalho de acompanhamento, os especialistas avistaram as fêmeas carregando a nova prole. Integrante da equipe que realiza o trabalho de controle das preguiças, a bióloga Beatriz Felipe Rosa explica que o feito está sendo muito celebrado, uma vez que o bicho-preguiça é uma das espécies mais ameaçadas de extinção na fauna brasileira. Ela explica que a gestação desses animais dura seis meses e, por vez, nasce apenas um filhote. Até os dez meses, eles seguem agarrados às mamães, para em seguida começarem a explorar o mundo sozinhos. A fase adulta é atingida aos três anos de idade e, até lá, as fêmeas são responsáveis por cuidar das novas preguicinhas. 

“O estudo do comportamento desse animal só é possível graças ao empenho e dedicação de uma equipe multidisciplinar e apaixonada pela natureza. Mesmo em meio à pandemia, todos têm buscado maneiras de continuar o trabalho de pesquisa, sempre seguindo as recomendações das autoridades. E os novos bebês, sem dúvida, fortalecem ainda mais a disposição e o empenho pela preservação”, conta a bióloga. 

Criado para acompanhar o comportamento da preguiça na região da Reserva Sapiranga, o Projeto Preguiça de Coleira teve início em novembro de 2019 numa parceria entre o Instituto Tamanduá e a Concessionária Litoral Norte (CLN), uma empresa do grupo Invepar. Ao todo, nove indivíduos da espécie preguiça-de-coleira (Bradypus torquatus) são acompanhados. Os especialistas registram todas as informações pertinentes de cada um, inclusive as árvores em que foram localizados a fim de obter informações sobre a dieta alimentar. O acompanhamento é realizado presencialmente e via satélite, graças à utilização de rádios transmissores acoplados aos animais.  

Os dispositivos geram dados sobre localização geográfica e permitem reunir informações sobre suas rotinas, hábitos e comportamentos. Os resultados obtidos vão guiar a criação de um plano de ação para a conservação da espécie. O trabalho inclui também análise laboratorial das amostras coletadas junto aos animais e ações de sensibilização para a preservação junto à comunidade.  

O Projeto Preguiça de Coleira conta com um grupo virtual para permitir a rápida troca de informações e a interlocução com os moradores das comunidades do entorno. 


0 comentários :

 
SALVADOR NOTÍCIAS - Notícias, Reportagens, Cultura e Entretenimento.
Todos os direitos reservados desde 2003-2019 / Salvador - Bahia / . Contato: redacao@salvadornoticias.com
- Topo ↑