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quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Mais de 65 mil novos casos de câncer de próstata serão diagnosticados até o final de 2020


 O câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma. Até o final de 2020, a estimativa é que surjam cerca de 66 mil novos casos no Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). “Silenciosa e de evolução lenta, a doença pode levar até 15 anos para apresentar algum sintoma no indivíduo, a exemplo de fluxo urinário fraco ou interrompido, nictúria (vontade frequente de urinar), sangue na urina ou no sêmen etc”, explica o chefe do setor de Urologia do Hospital São Rafael, Frederico Mascarenhas.


Considerada uma patologia rara entre jovens, mais comum na terceira idade, o câncer de próstata começa a ser uma ameaça a partir dos 50 anos. No entanto, a etnia e a hereditariedade são fatores de risco que não devem ser desconsiderados. “O câncer de próstata é duas vezes mais comum em homens negros americanos.  Em relação à genética, se o paciente tem parente de primeiro grau com a doença, como pai e irmão a possibilidade de desenvolver um tumor é 2 a 10 vezes maior, se comparado com uma pessoa que não tem a doença na família”, detalha o especialista.


Para as pessoas que estão no grupo de risco, a prevenção deve ser ainda mais precoce, a partir dos 45 anos. Já para quem está fora dessa zona, o médico orienta consultas para avaliação a partir dos 50 anos. “O câncer de próstata tem cura, desde que seja diagnosticado precocemente, ou esteja somente na próstata. Daí, a razão de se estimular a prevenção através de consultas com o urologista”, esclarece Frederico Mascarenhas.


 


Exames


Os exames mais realizados para a detecção do câncer de próstata são dosagens de PSA (marcador tumoral), a ultrassonografia e a ressonância da próstata, além do toque retal. Esse último é fundamental, pois o urologista analisa com o tato as características da próstata. Dentre os avanços médicos, “destaca-se o tratamento cirúrgico conhecido como Prostatectomia Robótica, que mantém a potência sexual do homem em, aproximadamente, 90%; incontinência urinária próxima a zero e rápido retorno ao trabalho”, revela o urologista.


Apesar de ser considerado um tabu entre os homens, o toque retal não é um procedimento doloroso e nem demorado. O especialista introduz o dedo na região retal para sentir a superfície da próstata e verificar se existe alguma alteração significativa. Com duração de até 10-15 segundos, o processo é rápido e dá informações sobre o volume, sensibilidade, consistência, textura e presença de anormalidades no órgão.


 


Cirurgia Robótica no HSR


O Hospital São Rafael oferece aos baianos o serviço de cirurgia robótica. Através do Da Vinci SI é possível realizar, com ainda mais segurança, cirurgias delicadas e de alta complexidade, inclusive na área urológica. Na prática, o equipamento tem quatro braços articulados que realizam movimentos de alta precisão, possibilitando a preservação de estruturas vitais do organismo: um deles possui uma câmera e os demais ficam livres para o manuseio dos instrumentos cirúrgicos.


O médico, que estará no console de comando visualizando imagens em 3D e com alta definição, comandará todo o procedimento, alcançando, através da tecnologia, áreas do corpo humano de difícil acesso. Ou seja, o robô irá reproduzir os mesmos movimentos das mãos e dos dedos humanos, de maneira sutil e precisa, em tempo real, impedindo qualquer tremor ou deslize.


Dentre os benefícios do robô, destaca-se o fato de realizar procedimentos minimamente invasivos, com maior precisão, menos dor e desconforto no pós-operatório, menor risco de sangramento e tempo de internação, se comparados a uma cirurgia convencional.



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