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quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Afinar o rosto: entenda o procedimento mais procurado para harmonização facial


 Bichectomia se popularizou entre famosos e anônimos que buscam fisionomia mais definida por não exigir internação e ter pós-operatório tranquilo
 


Um procedimento cirúrgico de nome incomum, mas que logo estava literalmente na boca de famosos e anônimos. É a bichectomia, que consiste na remoção das bolsas de gordura – denominadas bolsas de Bichat e localizadas próximas às bochechas - através de uma incisão interna na região bucal. O resultado, um rosto mais afinado e menos arredondado, já caiu no gosto da Madonna, da Kim Kardashian, da Angelina Jolie e de muita gente por aqui. Segundo dados recentes da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, são realizadas cerca de 40 cirurgias desse tipo por mês em todo o país, ou seja, mais de uma por dia.  


“Essas bolsas foram identificadas pelo anatomista e fisiologista francês François Xavier Bichat, daí o nome do procedimento, que já é descrito há décadas, mas nos últimos anos houve uma demanda maior à medida que cresceram também as técnicas de harmonização e de mudanças no formato do rosto”, explica o cirurgião plástico Leandro Faustino. “É um procedimento de pequena a média complexidade, relativamente rápido e feito em clínica com anestesia local, sendo muito procurado por dar bons resultados para quem deseja afinar o rosto”, aponta o especialista, responsável pelos belos e mais refinados perfis de muitos famosos, como o do cantor Wesley Safadão. “É um recurso estético seguro e eficaz, indicado tanto para as mulheres como para os homens”. 


O cirurgião ressalta que, embora sejam raras, as complicações podem acontecer, como é natural em qualquer procedimento invasivo, mas o profissional que conduz a bichectomia precisa estar preparado para corrigir qualquer efeito adverso na hora e não permitir que se torne definitivo. “Muitas vezes, recebemos pacientes para tratar as consequências geradas por operações que não foram executadas por cirurgiões plásticos, como hematomas e acúmulo de líquidos nos casos mais leves ou até mesmo lesões dos nervos faciais nos mais graves”, alerta Faustino. “Trata-se de um procedimento estético no rosto, irreversível e com muitas áreas delicadas, por isso o melhor profissional para isso é o cirurgião plástico mesmo, com experiência neste procedimento, e que tenha ainda uma boa estrutura de clínica ou hospitalar para oferecer toda a segurança necessária” avalia. “O paciente deve acessar o site da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e verificar ali se há registro do cirurgião e suas qualificações”.


Faustino aponta que há apenas algumas contraindicações. “Não recomendamos para pessoas que não estejam saudáveis ou tenham doenças não controladas como hipertensão e diabetes, ou alguma enfermidade na boca que não esteja sob controle”, detalha o cirurgião. “Uma contraindicação relativa são pessoas acima do peso que tenham o rosto arredondado não por conta das bolas de Bichat, mas por acúmulo difuso de gordura, e que podem não ter então o resultado esperado”, diz. “As variações de peso sempre influenciam, não só na bichectomia, mas em qualquer cirurgia, então se a pessoa emagrece ela vai ficar com o rosto mais fino ainda, se ela ganha peso, o rosto volta sim a engordar, mas não na região onde foi feito o procedimento”. 


De acordo com o especialista, o pós-operatório costuma ser tranquilo, com repouso total recomendado por um ou dois dias. “Pode ser que inche um pouco a região do rosto, então são indicadas compressas frias e, por três dias, o consumo de comidas geladas, semelhante a uma cirurgia de amígdalas, além de pelo menos uma semana sem praticar atividade física”, completa Faustino. 

 


*Sobre Leandro Faustino*


Formado em medicina pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e com residência em cirurgia plástica na UNIFESP, passou parte de sua residência no mundialmente famoso Massachussets General Hospital, da Universidade de Harvard, nos EUA. Dr. Leandro Faustino coleciona especializações em instituições renomadas brasileiras e internacionais que possibilitam que ele realize com excelência mais de 30 procedimentos estéticos e de reconstrução.


É Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, possui Mestrado em Cirurgia Plástica pela UNIFESP e pós-graduação em Cosmiatria, Laser e Procedimentos Estéticos no Hospital Israelita Albert Einstein. Ao longo de sua carreira coleciona prêmios e homenagens, com formação e experiências complementares nos Estados Unidos, em Dubai e na Áustria. É autor de artigos científicos, capítulos de livros e artigos em revistas de grande circulação na mídia. Atualmente, faz parte do quadro médico de renomados hospitais como Sírio Libanês e Albert Einstein e Human Clinic.


 

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