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domingo, 6 de dezembro de 2020

Relacionamento abusivo: O que é?


 Você sabe o que caracteriza um relacionamento abusivo e como reconhecê-lo? Veja aqui como identificá-lo, proteger-se e ajudar quem está perto de você. 

Um relacionamento abusivo pode se desenvolver de diversas maneiras. Afinal, existem vários tipos de abusos e muitas vezes essa variedade e a subjetividade tornam difícil o reconhecimento de uma relação como tal.


Contudo, é possível afirmar que as relações de cunho abusivo geralmente seguem um padrão relacionado à manipulação e ao controle da outra pessoa. 


Não necessariamente sempre se valem de agressões físicas, sendo mesmo mais comum que o abusador se valha de violência psicológica.


Outro ponto importante que se deve ter em mente quando se fala em relacionamento abusivo é que ele não é exclusivo das relações românticas. 


Ele está presente em todos os tipos de interações humanas, incluindo amizades e relacionamentos familiares. 


Uma vez que ele está presente em tantos lugares e age de formas diferentes, é muito importante conhecer como esses tipos de relacionamentos se desenvolvem. 


A partir disso, então, o reconhecimento deles se torna mais fácil, bem como a reversão do quadro de abuso para a colocação de um basta, e o início de uma recuperação e retomada da própria vida.


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Fases de um relacionamento abusivo

Geralmente os relacionamentos de natureza abusiva seguem um padrão composto, por sua vez, de fases que podem ou não ser bem distintas. Então, é crucial conhecê-las, uma vez que quanto antes a relação foi reconhecida como tóxica, menores são os traumas causados às vítimas.


Na primeira fase de um relacionamento tóxico e de natureza abusiva é comum que a violência seja velada. 


Portanto, aqui ela se limita à “conselhos” que beneficiam o abusador, ordens que são “apenas para o seu bem”, manipulação quanto ao posicionamento social, religioso, moral, financeiro, cultural e até familiar de uma “pessoa direita”. 


Quando o abusador compreende que tem a vítima em suas mãos, a agressão verbal e psicológica se torna mais intensa, podendo se valer de diversas armas. Por exemplo, xingamentos e humilhações costumam se manifestar nesse momento. 


Outros comportamentos típicos são crises de ciúmes com gritos, socos na parede, portas batidas, objetos quebrados. É nesse momento que tem início a manipulação e a tentativa de controle. 


A violência, nessa fase, pode ocorrer pelos motivos mais banais possíveis, como o uso de determinada roupa, maquiagem, ir trabalhar, ou ir à academia, amizades, contatos e o simples fato de manter sua liberdade de ir e vir. 


Nesse momento o agressor também costuma assumir o papel de vítima, o que atormenta ainda mais quem realmente precisa de ajuda.



A segunda fase, por sua vez, é marcada pelo uso da violência física. Portanto, esse é o momento em que as atitudes veladas são deixadas de lado e substituídas por marcas. 


O relacionamento abusivo entra no seu momento mais delicado aqui, quando pode resultar em marcas pelo corpo, ossos quebrados entre outras conseqüências.


Por fim, a última fase é quando o agressor, vendo que está perdendo o controle sobre a vítima, demonstra comportamento diferente. 


Assim, permanece por um período (conhecido como “Lua de mel”) se manifestando de maneira carinhosa e reconquistando a vítima. Entretanto, o comportamento violento torna a se mostrar a qualquer momento, e não demora!


O relacionamento abusivo, portanto, costuma ser acompanhado de ciclos. É preciso que eles sejam quebrados a fim de que a vítima possa se reconstruir emocionalmente e traçar um novo rumo para sua vida, enquanto ainda pode. 


Para isso é preciso não apenas saber reconhecer esse tipo de relação, mas também apoiar e reconhecer a força de quem tenta sair dela. Nunca julgue a vítima, a culpa é sempre do agressor!  

 

 

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