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quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Expectativa por volta às aulas remotas reforça a necessidade de cuidados com a saúde mental infantil


 Apesar da chegada da vacina em solo baiano e da esperança de que em poucos meses uma série de atividades econômicas sejam retomadas, a expectativa de volta às aulas remotas preocupa muitos pais. Isso porque a rotina das crianças continua impactada pelo isolamento social.  


Pesquisas na Bahia ainda estão em andamento, mas com base em sua vivência clínica, a psicóloga da Holiste, Alice Munguba, alerta que a falta de socialização das crianças, especialmente na primeira infância, pode acarretar graves problemas futuros. 


Nesse período de pandemia da COVID-19, muitas crianças nasceram ou eram bebês ainda em 2020, o que, para a especialista, é um quadro preocupante. 


"Essas crianças estranham pessoas sem máscara na rua; não conhecem outras crianças, muitas vezes; convivem quase 90% com adultos; não andam em espaços abertos; podemos ter sequelas futuras da falta de socialização", explica a psicóloga.   


De acordo com estudos, pesquisadores da Universidade de Cambridge descobriram que o lockdown no Reino Unido foi responsável por danos significativos à saúde mental das crianças. Os dados foram publicados em dezembro de 2020, no Archives of Disease in Childhood, e apontam que houve o aumento de sintomas da depressão.  


De acordo com Alice, um dos sinais mais evidentes do isolamento social no público infantil é o aumento de peso, seja pelo sedentarismo ou pelo consumo maior de alimentos em função da ansiedade. 


“As crianças estão comendo mais, estão brincando menos, apresentam uma tristeza maior, irritação, raiva. Os pais devem estar atentos a este tipo de comportamento e podem começar a proporcionar outras atividades e, em caso de  recorrência de sinais, buscar acompanhamento de um especialista”, orienta.  


 


Alternativas para a socialização   


O convívio social nas escolas, em tempos de atividades presenciais, possibilita a troca, o saber dividir, reconhecer o espaço comunitário (principalmente para os filhos únicos), lidar com a frustração (porque o outro pegou o seu brinquedo, por exemplo), situações corriqueiras que a convivência com outra criança já favorecem, explica a psicóloga da Holiste. Ainda em tempos de pandemia, alternativas são viáveis para minimizar os efeitos do isolamento social, como destaca Alice Munguba:  


“Levar as crianças para lugares abertos (quando possível e para as famílias que se sentem à vontade com essa possibilidade) proporciona o contato com a natureza e a prática de exercícios ao ar livre; pequenos acordos sociais entre famílias permitem que crianças brinquem juntas; ver os parentes e as pessoas próximas, nem que seja online, mas com frequência; além de manter uma rotina em casa”, aponta a especialista. 


O papel das famílias e da escola, mesmo nas circunstâncias atuais, é fundamental para a garantia da saúde mental na infância. A psicóloga explica que as famílias podem dar todo o apoio e fazer os filhos compreenderem que esta é uma adversidade passageira, mas que as atividades remotas são também essenciais neste momento.  


“A escola sempre teve uma função social primordial e formadora na vida da criança. Muitas têm curtido até o recreio online, porque, de algum modo, podem ver outras crianças brincando. A escola, mesmo no online, pode dar esse lugar de existência da criança, pertencimento a um grupo, a um espaço fora da família, o que é importantíssimo para a criança se ver fora do espaço casa, no mundo, no social, como sujeito”, detalha a especialista.  


 


Sobre a Holiste      


 


A Holiste é uma clínica de excelência em saúde mental, que atua há 20 anos no mercado baiano. Na sede principal, localizada no bairro de Pituaçu, funcionam os serviços ambulatorial e de internação psiquiátrica (com Pronto Atendimento 24 horas). A estrutura da clínica conta, ainda, com o Hospital Dia (destinado à ressocialização do paciente) e com a Residência Terapêutica (moradia assistida para pacientes crônicos), ambas unidades localizadas no bairro da Pituba.   


 


A instituição conta com mais de 200 profissionais, um corpo clínico composto por médicos psiquiatras, psicólogos, terapeutas ocupacionais, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, nutricionista, gastrônoma, dentre outros. Para conhecer mais sobre os serviços da Holiste, acesse o site www.holiste.com.br/.   


 


 


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