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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Dia da Imigração Italiana: aproveite a data para se conectar com essas origens sem sair de casa



Para celebrar o maior movimento migratório internacional do Brasil, invista em atividades de lazer que te aproximam da Itália em tempos de isolamento social


A maioria de nós já ouviu falar sobre as histórias dos nossos antepassados: como vieram ao Brasil, quais suas tradições, a característica mais marcante do seu povo. E você sabia que no dia 21 de fevereiro é celebrado o Dia do Imigrante Italiano? Instituída em 2008 para homenagear o maior movimento migratório internacional da história do país, a data remete à chegada do navio La Sofia em Vitória (ES) em 1874 – o que marca o início do processo de migração em massa de italianos para cá.   


Segundo testes de ancestralidade realizados até agora pelo meuDNA, o brasileiro é formado por uma composição genética 61% europeia (principalmente da Península Ibérica – formada por Portugal e Espanha; seguido pelo Sul e Norte da Itália); 20,5% africana (dominada pelos países do oeste do continente, como Angola, Nigéria, Gâmbia, Gabão e Benin); 13,2% asiática (com predominância da costa leste formada por Japão e pelas Coreias); e, por fim, 5,3% americana (das nações nativas do sul).


Essa é a conclusão de um levantamento realizado pela healthtech, que atua com mapeamento genético e que disponibilizou ao mercado brasileiro o Teste de Ancestralidade para que as pessoas possam responder com mais conhecimento de onde elas vieram. Ele identifica as variações genéticas espalhadas pelo DNA de cada pessoa e compara com as variações características de diferentes povos e informações catalogadas em um extenso banco de dados. Nele são consideradas 88 populações ao redor do mundo e é uma possibilidade do usuário experienciar a jornada do seu DNA até oito gerações anteriores, o equivalente aos bisavós dos tataravós.


Seja lá a porcentagem a mais ou a menos que você tem de antepassados italianos por conta da miscigenação do País, explorar o passado e a cultura dessa nação pode ser um bom passatempo para ocupar a mente e a agenda em tempos de pandemia e isolamento social. Confira abaixo nossas dicas remotas abaixo para se conectar com as suas origens sem sair de casa:


Explore o Coliseu, a Catedral de Milão, a Torre de Pisa e o Museu do Galileu


Desbrave o país virtualmente por meio da plataforma do Google Arts & Culture, em que é possível fazer uma visita online em imagens 360º em todos esses cartões postais italianos. Apenas um clique te separa do Coliseu, da Catedral de Milão, da Torre de Pisa e do Museu do Galileu.


Prepare pratos típicos e aproveite para entender melhor o conceito de Slow Food


Em São Paulo, trattorias, osterias e cantinas italianas são pontos muito queridos pelos paulistanos. Comer uma boa massa, pizza, cannoli ou degustar um simples pão italiano com vinho de altíssima qualidade chegou a ser a forma preferida de se aproximar da cultura de uma das nações europeias que mais influenciou o estilo de vida do nosso país. Mas, a culinária da Itália vai ainda além.


Experimente preparar com a família uma receita de Chiacchiere, pequenos doces de massa frita, típicos na época de Carnaval e presentes no cotidiano da nação desde os tempos do Império Romano. Invista também no Arancini, bolinhos de arroz no estilo italiano, ou ainda em uma receita caseira de Gelato – uma sobremesa congelada que nos remete ao sorvete, mas que, por essência, é servida em temperaturas ainda mais elevadas.


Ele pode ser feito apenas de fruta (sorbet) como à base de leite, mas sempre com ingredientes naturais e de preferência provenientes de pequenos produtores. E isso se conecta ao próximo ponto: você sabia que foi em Roma que nasceu a iniciativa Slow Food, hoje conhecida no mundo inteiro? O movimento visa aumentar a qualidade alimentar por meio dos princípios “bom, limpo e justo” para os consumidores, produtores e para o planeta. Vale também usar o tempo livre para pesquisar e se informar um pouco mais sobre esse princípio que tem ganho cada vez mais adeptos no Brasil.


 


Desbrave as obras da escritora italiana Elena Ferrante


Pode ser que você já tenha ouvido falar sobre ela, mas possivelmente você nunca a viu. Isso porque, na mesma medida em que Elena Ferrante é um sucesso ela também é um mistério – seu nome é um pseudônimo que assina títulos que alcançaram sucesso editorial mundial, como é o caso da Série Napolitana de ficção composta por quatro livros. Elena é considerada uma das autoras contemporâneas vivas mais importantes.


Traduzidos para o português, os títulos dessa sequência (em ordem) são: A amiga genial, História do novo sobrenome, História de quem foge e de quem fica e História da menina Perdida. O enredo passa em Nápoles e contam a história de duas amigas (sendo uma delas a narradora Elena). Em um cenário pós-guerra e em uma vizinhança humilde elas constroem laços longe do clichê romantizado.


Desfrute o ócio criativo


Para finalizar, foi um sociólogo italiano, Domenico di Masi, que introduziu o conceito do ócio criativo, em um texto dos anos 2000. De maneira bem simplista, o que ele prega é a estruturação das atividades humanas em uma combinação equilibrada entre trabalho, estudo e lazer, o que lembra bastante o que vivenciamos nesse isolamento social, no qual a casa é o centro de tudo.


Se quiser conhecer, O Ócio Criativo também é o nome do livro mais conhecido do sociólogo. 

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