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segunda-feira, 29 de março de 2021

Moradores e visitantes revelam presentes que dariam a Salvador em seus 472 anos

 


Fotos: Jefferson Peixoto/Secom

 

Viver em Salvador é uma dádiva, não é? Que outra cidade do mundo é banhada por uma baía tão bonita, possui uma culinária tão diversificada, uma cultura tão rica e é povoada por pessoas tão calorosas? O momento é difícil, de pandemia, mas a proteção do soteropolitano vem da fé, a força vem da solidariedade e a busca por superação vem da esperança.

 

Nesta segunda-feira (29), dia em que a cidade completa 472 anos, que presente você daria à terra de Todos-os-Santos? O trabalhador autônomo Augusto César Barbosa, de 45 anos, daria o fim da pandemia e, com ele, a possibilidade de voltar a sair de casa sem a máscara. “Acho que não haveria presente melhor do que ver as pessoas voltarem a sair às ruas tranquilamente, encontrarem-se uns aos outros. Ver os pais de família podendo voltar ao trabalho para sustentar os seus lares”.

 

Para Barbosa, o fim da pandemia por Covid-19 seria representado, de maneira simbólica, pela retirada da máscara. O comerciante precisou dar uma pausa no trabalho com vendas, por conta do momento. Nesse período contou com a solidariedade de algumas pessoas, com as doações de cestas básicas, mas diz que não perdeu a esperança em ver o fim da pandemia e retomar as atividades.

 

Já Ana Bárbara de Jesus, de 42 anos, diz que daria mais oportunidade de emprego aos moradores – ela mesma tem pedido com fé pelo próprio posto que ocupa hoje, o de garçonete. “Muitas pessoas são qualificadas, mas não têm oportunidade. Às vezes, a empresa procura experiência, mas como você terá experiência se não tiver a oportunidade do primeiro emprego?”, questionou.

 

Segundo ela, o que mais atrai a atenção na capital baiana é justamente a divisão geográfica em Alta e Baixa e a ligação dessas duas “cidades” pelo Elevador Lacerda, considerado o maior elevador urbano do mundo e o primeiro a servir de transporte público.


 

De passagem pela capital, o mineiro Mauro dos Reis, 30 anos, daria um abraço para a primeira capital do Brasil em retribuição à energia boa que aqui tem encontrado. “Eu sou músico e sei que Salvador é berço da história brasileira, da cultura e da música. Daqui saem bons músicos para o país e para o mundo. É uma cidade que tem o calor das pessoas, os moradores são bastante receptivos, além de ter um clima ótimo. Aqui é sol praticamente o ano inteiro. Salvador merece ser visitada por todo o mundo”, opina.

 

A influenciadora digital Tairine Ceuta, 29 anos, daria um pozinho mágico para conservar o carisma e o encanto da cidade. "Meu desejo é que essa terra continue sendo alegre e receptiva. Por mais ariana e exigente que ela seja, eu desejo também que sobre paciência para aguardar o retorno das festas, pois eu sei que todo ariano adora uma festa", conta ela, que também é do signo de Áries.

 

Patrimônio – A primeira capital do Brasil preserva um Centro Histórico tombado como Patrimônio Mundial pela Unesco pela importância do seu conjunto arquitetônico, paisagístico e urbanístico. Salvador tem mais de 300 igrejas e duas delas se destacam no Pelourinho, segundo o historiador Chico Sena: a Catedral Basílica Primacial São Salvador, pela monumentalidade – a igreja foi toda construída em pedra de lioz trazida de Portugal –, e a Igreja de São Francisco, por ter a decoração mais rica em ouro do país.

 

Segundo o historiador, a riqueza da capital baiana está justamente em sua multiplicidade de aspectos. “É uma cidade plural, cuja arquitetura tem a convivência de vários séculos de história, possui várias linguagens e vários estilos”.

 


Elementos marcantes – É tradição na cidade, em dias normais, a realização de festas religiosas, como a de Santa Bárbara, Nossa Senhora da Conceição da Praia, a Festa do Bonfim e de Iemanjá. Aqui o catolicismo tem um convívio ligado às religiões de matrizes afro brasileiras e a influência africana tem uma presença muito forte também na culinária e na cultura, dando origem às moquecas, ao acarajé e a manifestações como o samba de roda e a capoeira.

 

Além de toda a riqueza histórica e arquitetônica, a cidade é cercada por aproximadamente 64 quilômetros de orla, considerando a Atlântica e a Baía de Todos-os-Santos, que vem passando por uma grande requalificação promovida pela Prefeitura. Agora, conta com iluminação em LED, mobiliário urbano, ciclovias, ciclofaixas e áreas para o lazer e prática de atividades físicas. Com o fim da pandemia, as pessoas vão poder desfrutar do banho de mar das águas calmas e mornas das praias soteropolitanas. 

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