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quarta-feira, 10 de março de 2021

Movimento alerta sobre doenças cardiovasculares como principal causa de morte feminina


 Denominado “Coração da Mulher – Cuidado a cada batimento”, iniciativa tem como objetivo promover ações para conscientização sobre principal causa de morte feminina, um problema agravado com a pandemia


 


Historicamente associada à saúde do homem, mortes causadas por doença cardiovascular são a principal causa de óbito entre as mulheres. Esse problema já atinge um terço de todas as mortes de mulheres no mundo, conforme aponta estudo realizado pela Organização Mundial de Saúde. Isso corresponde a 8,5 milhões de mortes por ano e mais de 23 mil por dia. Com a pandemia, esse cenário se agravou ainda mais com o adiamento dos cuidados preventivos fundamentais para redução dos riscos causados por doenças cardiovasculares. 


 


Para alertar a população feminina sobre esse problema, os Grupos Fleury e Sabin assumiram o compromisso de unir forças para lançar essa causa de saúde pública com o movimento social “Coração da Mulher – Cuidado a cada batimento”, que busca conscientizar sobre prevenção e adoção de hábitos saudáveis para reduzir problemas cardíacos e mortalidade entre as mulheres. A iniciativa, que conta com o apoio da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp) e da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp), começou  no dia  8 de março, durante a celebração do Dia Internacional da Mulher, com o lançamento de um site e perfis nas redes sociais do movimento.


 


Para participar e conhecer o projeto, basta acessar o site coracaodamulher.org e inscrever-se, além de acompanhar as atividades por meio do perfil @coracaodamulher, no Instagram.


 


As doenças cardiovasculares são o motivo número um de morte em mulheres.  Elas causam uma a cada três mortes de mulheres anualmente, o que significa uma vida perdida por minuto, segundo dados divulgados pela American Heart Association, organização sem fins lucrativos, sediada nos Estados Unidos, que providencia cuidados cardíacos visando reduzir lesões e mortes causadas por doenças cardiovasculares e acidente vascular cerebral. 


 


De acordo com Dra. Paola Emanuela Poggio Smanio, cardiologista e gestora médica do Centro Diagnóstico do Grupo Fleury, o maior adversário da saúde cardiológica feminina é o desconhecimento. “Mulheres, geralmente, chegam à menopausa ignorando o fato de que essa fase exigirá mais cuidados, por ser um período marcado por mudanças hormonais e metabólicas, ganho de peso e aumento dos níveis de colesterol. Na menopausa, quando o nível de estrogênio cai, à proporção que aumentam os riscos de eventos cardiovasculares”, analisa. No entanto, acrescenta a cardiologista, é sabido que esse cenário pode mudar com a identificação precoce de quem está sob maior risco, mudança dos hábitos de vida e, principalmente, não menosprezando os sintomas quando presentes.


 


Durante a pandemia, o problema se agravou ainda mais. Dados da Socesp mostram que houve redução de 20 a 70% nos atendimentos por infarto agudo do miocárdio e outras emergências cardiológicas tanto para mulheres como para homens.  Um outro estudo, dessa vez realizado pelo site americano Angioplasty.Org, mostrou que o número de pessoas que morreram em casa de ataque cardíaco em Nova York, nos Estados Unidos, entre 30 de março e 5 de abril de 2020, foi 800% vezes maior do que o mesmo período em 2019.


 


Na opinião da cardiologista, é de extrema importância manter os cuidados com a saúde do coração, mesmo no difícil momento que estamos vivendo. “O acompanhamento deve ocorrer desde cedo e permanecer em várias etapas da vida, principalmente agora, durante a pandemia. É importante investigar a existência de qualquer sintoma atípico”, recomenda a cardiologista.


 


Conscientizar para prevenção


O maior desafio desse movimento, segundo Dra. Jeane Tsutsui, diretora executiva de Negócios do Grupo Fleury, é fazer com que as mulheres priorizem sua saúde. “Trata-se de uma causa social de saúde de alto impacto. Precisamos mostrar às mulheres a importância da prevenção e o quanto a informação pode ser uma aliada. Elas precisam ter consciência que medidas simples como praticar exercícios físicos regularmente, manter uma dieta equilibrada e controlar a pressão arterial reduzem riscos e melhoram a qualidade de vida”.


 


Para Lídia Abdalla, presidente executiva do Grupo Sabin, a união em torno da causa reflete o momento atual da sociedade. “É importante que as mulheres tenham esse apoio principalmente agora, quando as doenças cardíacas ganham mais espaço com todas as pressões sociais, familiares e o maior adiamento das rotinas de cuidados com a saúde”. A executiva destaca também que abraçar mais esta iniciativa é fundamental diante do cenário de incertezas provocadas pela Covid 19. “Dar luz a este tema, tão relevante e necessário para a nossa população, é urgente. Temos acompanhado casos graves de doenças que foram subestimadas na pandemia, e que poderiam ser evitadas. Como empresas do setor de saúde, temos um papel importante de engajar a sociedade neste movimento de conscientização e é nossa missão levar informação de qualidade e conhecimento, para promover de fato a transformação dessa realidade por meio dos cuidados com a saúde da mulher”, conclui.


 


Segundo o presidente da Socesp, Dr. João Fernando Monteiro Ferreira, os dados mostram algo que é visível há tempos: as mulheres recebem menos atenção quando se trata de saúde do coração, se comparado aos programas de conscientização para o combate ao câncer.  “Infelizmente, as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte da população feminina no mundo todo, mas poucas pessoas conhecem essa informação”, alerta ele. “Por isso, esse movimento chega na hora certa, em que a saúde é o centro das atenções mundiais. Temos de voltar a discutir conscientização e programas preventivos para deixarmos de tratar de doenças. Queremos promover a qualidade de vida”.


 


Os integrantes do movimento “Coração da Mulher – Cuidado a cada batimento” – explicam que essa é uma mobilização de sororidade e influência para que a sociedade firme um compromisso com a saúde, ao mesmo tempo em que o cuidado seja assumido por todas as mulheres e apoiado por todos os participantes.


 

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