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segunda-feira, 19 de abril de 2021

A Última Floresta promove debate com lideranças indígenas

 


No dia 19 do Abril Indígena “A Última Floresta” promove debate com  Davi Kopenawa, Sonia Guajajara, Ailton Krenak e o diretor Luiz Bolognesi 


Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=WAVOR3Ob1_g  


 


“A Última Floresta”, longa-metragem dirigido por Luiz Bolognesi (“Ex-Pajé”, “Uma História de Amor e Fúria”) e escrito em parceria com Davi Kopenawa Yanomami, terá debate nesta segunda-feira, 19 de abril, às 19h30, no Youtube do Instituto Socioambiental (ISA), no Twitter do @GreenpeaceBR e no Facebook da Gullane. Luiz Bolognesi participa do bate-papo com três lideranças indígenas: o xamã e escritor Davi Kopenawa Yanomami, autor do livro “A queda do céu: Palavras de um xamã yanomami”, a coordenadora executiva da APIB e cofundadora da ANMIGA, mestra em Cultura e Sociedade Sonia Guajajara e o ambientalista, filósofo, poeta e escritor Ailton Krenak, autor de “Ideias para Adiar o Fim do Mundo”, um dos livros mais vendidos da FLIP 2019. A mediação será feita pela antropóloga Lídia Montanha Castro, consultora do Instituto Socioambiental (ISA). 


 


A ação é produzida pela Gullane (dos irmãos Caio Gullane e Fabiano Gullane) e Buriti Filmes (Laís Bodanzky e Luiz Bolognesi), em parceria com o Instituto Socioambiental (ISA), Hutukara Associação Yanomami, Amazon Watch, Greepeace, Rainforest Foundation US, Rainforest Foundation Norway e Survival International.  


 


O longa-metragem fará sua estreia no Brasil neste domingo, 18 de abril, a partir das 19h, no 26º É Tudo Verdade - Festival Internacional de Documentários. Para assistir ao filme é necessário se cadastrar gratuitamente na plataforma Looke. Há limite de 2 mil visualizações. 


 


“A Última Floresta” retrata o cotidiano de um grupo Yanomami isolado, que vive em um território ao norte do Brasil e ao sul da Venezuela há mais de mil anos. O xamã Davi Kopenawa Yanomami busca proteger as tradições de sua comunidade e contá-las para o homem branco que, segundo ele, nunca os viu, nem os ouviu. Enquanto Kopenawa tenta manter vivos os espíritos da floresta, ele e os demais indígenas lutam para que a lei seja cumprida e os invasores do garimpo retirados do território legalmente demarcado. Mais de 10 mil garimpeiros ilegais, que invadiram o local em 2020, derrubam a floresta, envenenam os rios e espalham Covid e outras doenças entre os indígenas.  


 


O longa teve sua estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de Berlim, sendo o único filme brasileiro presente na mostra Panorama. Em 2018, o premiado “Ex-Pajé” esteve na mesma seleção do evento. “A Última Floresta” também foi selecionado para os festivais Visions du Réel, em Nyon, na Suíça, e para o Hot Docs, em Toronto, no Canadá. O filme é produzido pela Gullane e Buriti Filmes em associação com a Hutukara Associação Yanomami e o Instituto Socioambiental (ISA). A estreia no Brasil está prevista para o segundo semestre de 2021, com distribuição da Gullane.   


  


Sinopse:   


Em um território Yanomani isolado na Amazônia, o xamã Davi Kopenawa Yanomani tenta manter vivos os espíritos da floresta e as tradições, enquanto a chegada de garimpeiros traz morte e doenças para a comunidade. Os jovens ficam encantados com os bens trazidos pelos brancos; e Ehuana, que vê seu marido desaparecer, tenta entender o que aconteceu em seus sonhos.  


  


Elenco:    


Davi Kopenawa Yanomami, Ehuana Yaira Yanomami, Pedrinho Yanomami, Joselino Yanomami, Nilson Wakari Yanomami, Júnior Wakari Yanomami, Roseane Yanomami, Daucirene Yanomami, Genésio Yanomami e Justino Yanomami   


 


Ficha Técnica:  


Diretor: Luiz Bolognesi  


Roteiristas: Davi Kopenawa Yanomami, Luiz Bolognesi  


Diretor de Fotografia: Pedro J. Márquez  


Montagem: Rodrigo Macedo  


Direção de Produção e Assistente de Direção: Carolina Fernandes  


Som Direto: Rodrigo Macedo  


Trilha Sonora: Talita del Collado  


Mixagem: Armando Torres Jr., ABC, Caio Guerin  


Supervisão de Edição de Som e Mixagem: Caio Guerin, Rosana Stefanoni  


Supervisão de Imagem: Luisa Cavanagh   


Supervisão de Efeitos Visuais: Eduardo Schaal   


Produção Executiva: Daniela Antonelli Aun, Ana Saito, Pablo Torrecillas  


Produtores: Caio Gullane, Fabiano Gullane, Lais Bodanzky e Luiz Bolognesi  


Produtora: Gullane e Buriti Filmes   


Produção Associada: Hutukara Associação Yanomami e Instituto Socioambiental (ISA) 


Apoio: Amazon Watch, Greenpeace, Rainforest Foundation US, Rainforest Foundation Norway, Survival International  


Distribuidora: Gullane  


  


Sobre Luiz Bolognesi:  


Roteirista premiado, escreveu e dirigiu o longa-metragem de animação Uma História de Amor e Fúria (2013), vencedor do prêmio Cristal de Melhor Longa Metragem em Annecy. O filme foi exibido nos cinemas de seis continentes e premiado nos festivais de Tóquio, Shangai, Atenas, Bordeaux, Strasbourg, Buenos Aires e pela Academia Brasileira de Cinema. Foi exibido na América Latina pela HBO e TV Globo.   


O documentário Ex-pajé, onde assina o roteiro e a direção, recebeu o prêmio especial do júri nos festivais de Berlim e Chicago, prêmio da Crítica no Festival É tudo Verdade, além de outros prêmios nacionais e internacionais.  


Também fazem parte de seu currículo como diretor e co-diretor, obras como o curta Pedro e o Senhor, Cine Mambembe, O Cinema Descobre o Brasil, A Guerra dos Paulistas, Lutas.doc, Educação.doc, Juventude Conectada e Guerras do Brasil.doc.   


Assina os roteiros dos filmes Bicho de Sete Cabeças, O Mundo em Duas Voltas, Chega de Saudade, Terra Vermelha, As Melhores Coisas do Mundo, Amazônia, Planeta Verde, Elis e Bingo - O Rei das Manhãs. Seus trabalhos receberam prêmios nacionais e internacionais e foram exibidas em países dos cinco continentes.  


  


Sobre Davi Kopenawa Yanomami:  


Davi Kopenawa Yanomami é xamã e porta-voz do povo Yanomami.  Por 25 anos, ele liderou incansavelmente a longa campanha nacional e internacional para garantir os direitos à terra dos Yanomami, pela qual ganhou reconhecimento em todo o mundo e em seu país natal, o Brasil.  

Davi nasceu por volta de 1956 em Marakana, uma comunidade Yanomami no norte da Amazônia.  Em 1983, Davi começou a lutar pelo reconhecimento da vasta área habitada pelos Yanomami.  A área Yanomami foi oficialmente reconhecida pelo governo brasileiro pouco antes de sediar a primeira Cúpula da Terra da ONU no Rio de Janeiro, em 1992.  

Durante os anos 1990 e início dos anos 2000, Davi fez muitas viagens ao exterior para se reunir com órgãos governamentais e ONGs para arrecadar fundos para projetos vitais de saúde e educação com os Yanomami, bem como para expor as ameaças contínuas de garimpeiros, colonos e fazendeiros.  


Em 1989, Davi ganhou o prêmio UN Global 500.  Em 1999, Davi foi agraciado com a Ordem do Rio Branco pelo presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso.  Em 2008, o júri do prêmio espanhol Bartolomé de las Casas concedeu a Davi uma Menção Honrosa.  Em 2012 a Câmara Municipal de Boa Vista (RR) premiou Davi com a Honra ao Mérito.  Em 2019, ele recebeu o prêmio Right Livelihood por seu trabalho na proteção do meio ambiente.  Em 2021, ele se tornou membro da Academia Brasileira de Ciências.  


  


Sobre a Gullane:  


A Gullane é uma das maiores produtoras e incentivadoras do mercado audiovisual brasileiro, além de uma das principais exportadoras de obras independentes. Fundada em 1996 pelos irmãos Caio Gullane e Fabiano Gullane, já soma em seu catálogo mais de 50 filmes lançados com destaque no cinema nacional e no exterior e 30 séries para televisão e plataformas digitais.   


Entre os filmes e séries de destaque estão "Carandiru", “Bicho de Sete Cabeças”, “O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias”; a franquia “Até que a Sorte nos Separe”; “Que Horas ela Volta?”, "Como Nossos Pais”, “Bingo - o Rei das Manhãs”; as séries “Alice” e "Hard" (HBO), "Unidade Básica - 1a e 2a temporada" (Universal Canal), “Carcereiros” (Globoplay), “Irmãos Freitas” (Space e Amazon Prime), “Ninguém Tá Olhando” e "Boca a Boca” (Netflix). Já coleciona mais de 500 prêmios e seleções em importantes festivais de cinema e televisão do Brasil e do mundo como Mostra de Cinema, Festival do Rio, Cannes, Veneza, Berlim, Sundance, Toronto, MIPTV e Emmy.   


  


Sobre a Buriti Filmes:  


A Buriti Filmes é uma produtora audiovisual independente fundada em 1997 por Laís Bodanzky e Luiz Bolognesi. Ao longo desses anos, produziu cerca de dezesseis obras entre curtas, séries, documentários e longas-metragens.  


Na ficção teve sua estreia na competição oficial do Festival de Locarno com o filme Bicho de Sete Cabeças (coprodução Brasil/ Itália - 2001) - de Laís Bodanzky. Filme que projetou o ator Rodrigo Santoro para o mundo e que se tornou um clássico na cinematografia brasileira.  


Entre os filmes e séries de destaque estão Educação.doc, Cine Mambembe - O Cinema Descobre o Brasil, Mulheres Olímpicas, As Melhores Coisas do Mundo, Guerras do Brasil.doc, Chega de Saudade, As Melhores Coisas do Mundo, Uma História de Amor e Fúria, Como Nossos Pais e Ex-Pajé.  


Suas obras conquistaram prêmios nacionais e internacionais, incluindo o mais importante prêmio de animação mundial, em Annecy e melhor filme no Festival de Gramado. Também teve seus filmes exibidos em mais de 30 países.  


Durante 15 anos foi responsável pelos os projetos sociais Cine Tela Brasil de ensino e exibição de filmes nas periferias do Brasil, promovendo o encontro entre cinema e educação nas comunidades de baixa renda. O projeto levou mais de 1.3 milhões de pessoas ao cinema, a maioria pela primeira vez, em 759 bairros de todo o Brasil e produziu mais de 450 curtas de jovens moradores de periferias.  


Atualmente produz a animação Viajantes do Bosque Encantado, com direção de Alê Abreu ainda sem data prevista de estreia. O longa-metragem de ficção Pedro, com direção de Laís Bodanzky e coprodução Biônica Filmes está em fase de finalização, com previsão de estreia em 2021.    

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