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segunda-feira, 5 de abril de 2021

Ansiedade contribui para ganho de peso durante pandemia



As preocupações e a ansiedade causadas pelo isolamento social e as incertezas da pandemia da Covid-19 têm impactado diretamente nos hábitos alimentares de algumas pessoas. Isso porque a instabilidade emocional pode gerar momentos de compulsão alimentar com o aumento do consumo de produtos ricos em açúcares, gorduras e bebidas alcóolicas. Esses fatores associados ao aumento do sedentarismo têm favorecido o ganho de peso. 


Uma pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos em 30 países revelou que os brasileiros estão em primeiro lugar entre as pessoas que acreditam ter engordado durante a pandemia do novo coronavírus. De acordo com o estudo, 52% dos entrevistados no Brasil declararam ter ganhado peso desde o início da Covid-19. Os chilenos e turcos estão na sequência, com os índices de 51% e 42%, respectivamente. 


Os picos de ansiedade cada vez mais recorrentes e o ganho de peso após o início da pandemia fizeram com que a estudante de História, Bárbara Luana, 24 anos, tomasse coragem e procurasse ajuda. A moradora da capital baiana encontrou nas equipes de Nutrição e Psicologia do Multicentro Carlos Gomes o auxílio que precisava para retomar o equilíbrio emocional e, assim, voltar a realizar as atividades diárias com mais confiança. 


“As consultas com a psicóloga me ajudaram a desenvolver uma autoconfiança e fez com que melhorasse minha interação com as pessoas. Também mudei totalmente minha alimentação e voltei a fazer exercícios físicos. A ansiedade que era muito comum desde que ingressei na faculdade está cada vez menos intensa. Hoje tenho levo a vida com muito mais tranquilidade”, descreveu a estudante. 


Orientações – Para o psicólogo do Multicentro Carlos Gomes, Samuel Nunes, a saúde do corpo e da mente deve estar inteiramente equilibrada. Pequenos hábitos adotados na rotina podem ajudar a reduzir a compulsão alimentar. Separar um tempo de qualidade e organizar bem as tarefas do dia a dia são soluções simples que podem trazer bons resultados. 


“Algumas pessoas têm usado a alimentação como uma válvula de escape para diminuir a tensão psicológica a que estamos expostos nesse momento. O primeiro passo para fugir desse ciclo é buscar o equilíbrio. Praticar atividades físicas, separar momentos de lazer, ler um bom livro, cuidar da espiritualidade e fazer meditação são alternativas para manter o equilíbrio emocional. Fazer o acompanhamento com um profissional especializado também é importante nesse processo de autocuidado com a saúde mental”, destacou. 


Dieta equilibrada – Além do sobrepeso, a má alimentação também traz impactos negativos para a saúde. O aumento do consumo de alimentos mais calóricos e menos nutritivos ao longo do tempo pode desencadear doenças crônicas e graves. Obesidade, agravos cardiovasculares, cânceres, hipertensão arterial e diabetes estão entre as patologias ligadas a uma dieta desequilibrada. 


A nutricionista do Multicentro Carlos Gomes, Natália Andrade, orienta a adoção de um plano alimentar prescrito por um profissional de Nutrição como alternativa para auxiliar na mudança de comportamento. Fazer uma programação dos alimentos que serão consumidos nas refeições no decorrer da semana é uma medida que todos podem adotar para ter uma dieta equilibrada. 


“Trata-se de criar uma disciplina na rotina, que pode contar com a inclusão de atividades físicas para cuidar da saúde. Isso vai elevar a autoestima e melhorar corpo e alma”, completou Natália. 


Atendimento gratuito – Os multicentros de Saúde Carlos Gomes e Vale das Pedrinhas, ambas unidades custeadas pela Prefeitura e administradas pelo ISAC – Instituto Saúde e Cidadania, ofertam atendimentos gratuitos nas áreas de Psicologia e Nutrição aos pacientes do Sistema Único de Saúde da capital baiana. Para ter acesso aos serviços, o soteropolitano pode realizar o agendamento das consultas em uma das 156 unidades da rede básica de saúde por meio do Sistema Vida+, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. 


Os pacientes já cadastrados nos multicentros podem realizar a marcação diretamente nas unidades. Para isso, eles precisam apresentar o cartão SUS, um documento oficial com foto e a requisição com a indicação do atendimento especializado.




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