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terça-feira, 11 de maio de 2021

Centros de Referência apoiam mães solo em situação de vulnerabilidade


 A capital baiana conta atualmente com 316.760 famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família – os dados são de março de 2021. Dessas 268.416 – aproximadamente 85% - tem mulheres como chefes de família, como é o caso de Denise Ferreira, de 43 anos. Desempregada, mãe de dois filhos e sem apoio familiar, a faxineira traz a maternidade como uma luz. 


As dificuldades impostas por uma trajetória de sofrimento ao lado do ex-marido foram amenizadas pelo acolhimento recebido no Centro de Referência da Assistência Social (Cras), de Itapuã. “Aqui é minha segunda casa. Desde que fui espancada pelo meu esposo, encontrei aqui apoio, carinho, conselho e direcionamento. Estava sem norte, com duas crianças e cheias de marcas de uma relação abusiva. No momento mais difícil da minha vida, foi no Cras que eu encontrei suporte para continuar cuidando dos meus filhos”, afirma Denise. 


Beneficiária do Bolsa Família, Denise fala sobre os desafios de ser mãe solo e ressalta a importância do valor recebido para o sustento da família. “Sou eu, Deus e meus filhos. Me viro como posso para levar o alimento diariamente para casa, o pai dos meninos não contribui com nada. Então, eu dou meu jeito, faço um bico, uma faxina e corro atrás. Mas, o que eu tenho de certo é o valor do Bolsa Família. Isso é muito importante para nós”, diz. 


Suporte – O Cras é uma unidade pública municipal que atua com famílias e indivíduos em um contexto comunitário, com o objetivo de orientar e fortalecer o convívio sociofamiliar. A equipe é formada por assistentes sociais, psicólogos, estagiários e pessoal de apoio, e os serviços oferecidos são orientação, fortalecimento de vínculos familiares e comunitários, cadastramento e atualização do Cadastro Único para programas sociais do governo federal, educação financeira, orientação jurídica, entre outros.


A coordenadora da unidade de Itapuã, Tamires Nascimento, destacou a importância do atendimento às mães em decorrência da pobreza. “A gente lida com muitas mulheres em situação de vulnerabilidade, que não têm apoio dos pais dos seus filhos. Então a gente acolhe de uma forma que elas se sentem à vontade. Nesse espaço, elas recebem atenção, acompanhamento, orientação, apoio e carinho”, explicou.


Jéssica de Jesus Julião, 23 anos, grávida do segundo filho, também recebe mensalmente o auxílio do Bolsa Família e conta que o valor é utilizado para o pagamento do aluguel. “O pai dos meninos não está tendo como me ajudar. Com a pandemia, ele também não tem dinheiro. Com o valor que recebo pago a casa que moro. Quando eu posso, pego sandálias para vender e complementar a renda”, afirmou.


Apesar das dificuldades, Jessica fala sobre a felicidade de ser mãe. “É o amor mais verdadeiro, com eles, sei que nunca vou estar sozinha. Eles não foram planejados, mas não me arrependo. A luta para sustentar eles vai valer a pena sempre”, pontua. 


Bolsa Família – O Bolsa Família tem capacidade de integrar e articular várias políticas sociais para estimular o desenvolvimento das famílias, contribuindo para que elas superem a situação de vulnerabilidade e de pobreza. O programa atende àquelas que vivem em situação de pobreza e de extrema pobreza. O cadastramento também pode ser realizado nos Centros de Referência da Assistência Social (Cras).

Fotos: Bruno Concha/Secom

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