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quinta-feira, 17 de junho de 2021

Mês do Migrante mobiliza debates em todo o mundo


 De acordo com a ONU, 82,4 milhões foram obrigados a deixar seus países em 2020; o tema continua latente nas áreas de educação e do terceiro setor 


As fronteiras entre educação e direitos humanos ficam praticamente inexistentes com o Dia do Migrante (25.06). O mês de junho acende os debates sobre os fluxos migratórios acentuados e vivenciados globalmente nos últimos anos. De acordo com o mais recente relatório do ACNUR – Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (um órgão da Organização das Nações Unidas), somente em 2020, 82,4 milhões de pessoas tiveram que deixar seus países forçadamente, contra 79,5 milhões no intervalo anterior.


A temática também ganha roupagens regionalizadas, como os fluxos de mudanças dentro de um mesmo país. Em março, o LAR da Bênção Divina lançou o espetáculo “Quantos quilômetros mede um sonho?”, que se encontra disponível gratuitamente no YouTube. A obra, que reúne talentos do Coro e Orquestra Experimental da ONG, narra a trajetória da personagem Cida, uma protagonista-migrante que parte de Exu (PE) – terra de Luiz Gonzaga – em busca de um sonho. Com uma bicicleta, ela percorre o País, faz amigos, conhece pessoas e se aventura muito.


Tudo começa com uma música tipicamente pernambucana e a orquestração vai se regionalizando e seguindo o fluxo migratório de Cida, conforme se aproxima de São Paulo. “Essa força interior que nos move todos os dias e nos faz acreditar nos nossos sonhos realmente nos levou a, em meio à pandemia, conseguir apresentar um espetáculo tão incrível como este”, ressalta a presidente do LAR, Fernanda Lancellotti.


O tema também é debatido quando as movimentações migratórias acontecem devido à planejamentos de vida com melhores condições e perspectivas. É o caso de pessoas que prestam provas de Concursos Públicos em outras regiões.


De acordo com professor Rodrigo Gomes, do AlfaCon Concursos, com o grande peso dos estudos, não vale a pena para alguns concurseiros prestar a prova apenas em sua cidade ou estado. Assim, são muitos aqueles que se tornam migrantes, acabam indo para outro estado e até outra região para ocupar o cargo almejado. Além disso, dentre esses estudantes, existem aqueles que deixam para trás sua antiga vida e migram por escolha, em busca de uma mudança de vida profissional e consequentemente, territorial, cultural e econômica.


 


Diáspora e agenda inclusiva


Alguns atos e documentos ajudam a jogar luz sobre essa discussão, promovendo consequentemente mais ações inclusivas. A Convenção das Nações Unidas relativa ao Estatuto dos Refugiados foi formalmente adotada em 28 de julho de 1951 para resolver a situação dessa comunidade na Europa após a Segunda Guerra Mundial. Esse tratado global esclarece os direitos e deveres entre os refugiados e os países que os acolhem.


Já a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que delineia questões básicas, foi adotada pela Organização das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948. De acordo com o documento: “toda a pessoa tem o direito de abandonar o país em que se encontra, incluindo o seu, e o direito de regressar ao seu país; toda a pessoa sujeita a perseguição tem o direito de procurar e de se beneficiar de asilo em outros países; todo o indivíduo tem direito a ter uma nacionalidade; toda a pessoa tem direito à educação”.


 

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