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sexta-feira, 23 de julho de 2021

Aceito Pix é lançada em Salvador, tecnologia exclusiva de pagamento para o varejo físico


 Aceito Pix é lançada em Salvador, tecnologia exclusiva de pagamento para o varejo físico e que beneficia a economia local

Empreendedores locais contam como a plataforma têm ajudado a simplificar as operações financeiras sendo, inclusive, uma alternativa sustentável em meio à pandemia


 


Bahia, julho de 2021 - Quem apostaria que comprar alface nas famosas e lendárias montanhas chinesas, cercadas por cachoeiras, fontes de águas e picos de granito, se tornaria algo tão fácil quanto comprar pastel da feira? No início da década passada, a China passou a adotar o QR Code como método eficiente de pagamentos instantâneos, quebrando todas as barreiras possíveis geográficas e de acesso. Com isso, as vendas foram popularizadas até em locais remotos e inimagináveis de se acontecer, multiplicando-se e gerando economia local.


 


Até 2017, o dado que se tem é que 65% da população já havia aderido à prática. Moedas, boletos, cédulas, definitivamente, já foram ultrapassados para os chineses. Esse cenário é para contextualizar e mostrar que, no Brasil, aos poucos, essa realidade pode ser transformada graças às soluções como a da tech-fin Aarin, fundada em Salvador - o primeiro checkout de pagamento exclusivo para experiência física do PIX e open banking no Brasil, que acabou de receber investimento de R$ 2 milhões.


 


Nasceu para resolver, dentre outras dores, uma dor latente e persistente do varejo físico: a falta de fluidez na aprovação de transações financeiras em tempo real e com segurança nos pequenos e médios negócios. A empresa, idealizada e fundada por Ticiana Amorim, Lucio Cordeiro e Victor Tavares, oferece soluções para pagamento exclusivo, via Pix, para estabelecimentos comerciais, lojas e restaurantes, sendo uma alternativa viável para fluxo de caixa, inclusive.


 


“Criamos um aplicativo vinculado a uma plaquinha chamada “Aceito Pix”, que fica na frente de caixa de bares, restaurantes e padarias, por exemplo. Um sistema que permite que a operação seja escalável, sem a exigência de ter que confirmar com o proprietário ou gerente da loja (quem geralmente tem acesso às contas bancárias) ou ter que pedir para o cliente ficar enviando o comprovante de pagamento. Nunca foi tão fácil comprar e pagar. Toda a operação é simplificada e realizada, na hora, com a máxima segurança, agilidade e precisão”, garante Ticiana.



A empresa já viabilizou mais de 750 transações em território baiano. Até o final do ano, a estimativa é atingir cerca de 80 a 100 estabelecimentos. Os números são ambiciosos e o céu é o limite, quando falamos em tecnologia de ponta. Já foram transacionados R$ 5 milhões de pagamentos e o crescimento dos clientes tem sido, em média, 10% a 20% ao mês, em quantidade de operações financeiras via Aceito Pix. Em menos de um mês de operação, já são mais de 30 clientes usando a solução. Uma delas é a rede O Baratão Autopeças, maior rede de peças automotivas da Bahia, que ilustra bem a realidade acima citada pela empreendedora. 


 


Com oito unidades distribuídas pela capital Salvador e em Lauro de Freitas, na região metropolitana, são 19 frentes de caixas no total em operação. Segundo o gestor de TI da rede, Thiago Mota, o estabelecimento sentia a necessidade de maior agilidade na confirmação dos pagamentos. “Antes de usar a solução da Aarin, acessávamos o sistema básico de Pix oferecido pelo banco. O problema é que tínhamos que ter uma pessoa exclusiva para confirmar e checar, todos os dias, de segunda a domingo, o fluxo das transações no extrato e isso não trazia fluidez para a operação e nem conforto para os nossos clientes.”, explica o profissional que, há três meses, adotou a solução para melhorar a gestão de caixa.


 


Um exemplo prático, e pensando no dia a dia dos restaurantes, a tech-fin oferece um sistema que permite que o garçom ofereça um QR Code para que o cliente possa efetuar o pagamento por meio do Pix e ter uma experiência diferenciada e prática. “A tecnologia encurta esse caminho que é: entrar no aplicativo do banco, digitar a chave do estabelecimento e o valor, pagar e esperar para validar a operação. Com a nossa solução, tudo é automático e o dinheiro vai direto para a conta da empresa, ali, instantaneamente, e o cliente, por sua vez, vai embora satisfeito e impactado”, diz a empreendedora.


 


De barbearia à galeria de arte 


 


Um outro caso interessante e que poderia ter tido um desfecho desfavorável, é o da A (Bar)bearia, administrada pelo Felipe Muñoz, 33 anos, ex-jogador de poker e publicitário por formação. Antes da pandemia, o empreendedor gerenciava dois negócios em Salvador. Com a crise e restrição de circulação na cidade, veio o primeiro tombo: o fechamento de uma delas. “Passamos por momentos muito difíceis, tendo que renegociar aluguel, fazer demissões, após seis meses de portas fechadas”, diz o empresário.


 


Para o empreendedor foi imprescindível a mudança de gatilho e optar por tecnologias ágeis para se reinventar, além de chamar o cliente “para perto” e ser transparente. “Explicamos para nossos frequentadores a situação e o porquê de adotar novos meios de pagamento. Muitos gostam de pagar com cartão de crédito por conta do programa de pontos/milhas, mas expliquei sobre a facilidade que é automatizar as transações como uma saída para a sobrevivência e auto sustentabilidade do espaço”, conta.


 


Com a reabertura e a transformação do espaço em agosto de 2020, a casa fortaleceu sua paixão pela arte, valorizando artistas urbanos como Susano Correia (SP), Crânio (SP) e Rodrigo KK (SP), Onekbça, LVC, Pedro Pondé, Raphael Ribeiro (Tipografite), recebendo assim sua primeira exposição. O projeto Arte do Clube - acervo @artedoclube –, que transformará, a partir de agosto, a barbearia em um clube de arte, recebendo exposições, mostras e representando artistas. Futuramente, Muñhoz tem planos de oferecer também o local para eventos que já encontro e point de muitos chefs de cozinha e praticantes do crossfit. 


 


“Tivemos que pensar em uma alternativa rápida e eficiente para continuar o negócio. Antes de conhecer a Aarin, eu já era adepto ao Pix como uma forma de receber de imediato. Agora com o Aceito Pix, além de me ajudar muito no fluxo de pagamentos, toda venda paga com o aplicativo, reverteremos uma parte em projetos sociais aqui em Salvador. É o ganha-ganha nas duas pontas”, afirma.


Além disso, a tecnologia desenvolvida pela Aarin também reduz fraudes, uma vez que dispensa o cartão e a transferência do dinheiro é instantânea, bem como a principal queixa de golpe com os cartões de crédito: o chargeback, que é quando uma cobrança é contestada pelo titular do cartão e o valor é devolvido, quando é identificadas transações fraudulentas. “O risco das fraudes por NFC é menor, pois os cartões, hoje, têm a função de passar compras por aproximação, sem pedir a senha, o que possibilita qualquer pessoa utilizar o seu cartão, ou que alguém aproxime uma máquina da sua carteira e consiga realizar uma transação”, finaliza Ticiana.


Vanguarda e experiência tecnológica


A New Fibra, fundada por dois soteropolitanos arretados de Salvador, Rita Nascimento e Mateus Cardoso, uniram a experiência com a disposição para trabalhar. A empresa, que fica em Lauro de Freitas e, com apenas com um ano de fundação, viu a necessidade urgente de adotar novos métodos de transações financeiras e passou a adotar a tecnologia da Aarin. 


A empreendedora, acumula 30 anos de experiência na função de representante comercial de produtos químicos no Nordeste, explica que o segmento em que atua é muito difícil sendo necessário o cuidado redobrado para confirmar recebimentos. “É um mercado bem sensível e atuamos com vendas para indústrias, prestadores de serviços e consumidor final, em um volume muito grande de transações. Tem cliente que opta em pagar com dinheiro à vista e, outros, escolhem pelo boleto, porém existem as taxas cobradas pelos emissores dos cartões de crédito e débito, além da tarifa de cobrança aplicada para os boletos. Creio que, daqui um tempo, o Pix Boleto vai substituir esses outros meios por ser mais acessível e com um custo menor”, diz.


 


A empresa, além de comercializar fibras de vidro (manta, tecido, fio, resina) muito usado em tubulação para piscinas, caixas d'água, fabricação de barcos, energia eólica, além de itens usados na área de manutenção, trabalha com embalagens também. “São produtos que você recupera e a durabilidade é grande. Para manter um negócio dessa magnitude e importância, é vital abrir a cabeça para a tecnologia e melhor a experiência com o cliente final”, finaliza a empreendedora que tem formação em economia e química.


 


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Em evento intimista e reservado na capital baiana, Aarin reúne chefs de cozinha, donos de restaurantes e influencers 


 


Na próxima segunda-feira, 26 de julho, no Toca do Cobra, a Aarin, fundada pela soteropolitana, Ticiana Amorim, realiza um encontro para poucos empresários do ramo da gastronomia em Salvador e influenciadores locais. O objetivo é oficializar e apresentar, na prática, o serviço “Aceito Pix”, proporcionando uma experiência única e, em tempo real, para os proprietários dos estabelecimentos. 


 


Mais de 250 restaurantes foram mapeados na região, porém, apenas 40 foram selecionados, após alguns critérios definidos como tempo de atuação no mercado, confiabilidade, poder de influência e penetração digital, entre outros requisitos. Durante três meses, esses estabelecimentos poderão usar a ferramenta de forma 100% gratuita. 


 


Já são mais de 30 clientes usando a tecnologia, 750 transações financeiras realizadas. Até o final do ano, a tech-fin espera atingir outros 70 espaços. A Aarin é o primeiro checkout de pagamento exclusivo para experiência física do PIX e open banking no Brasil. Nasceu para resolver, dentre outras dores, os gargalos do varejo físico, eliminando a burocracia bancária e, assim, simplificar as operações de fluxo de pagamentos, gestão de caixa, em tempo real, com segurança e fluidez para pequenos e médios negócios. 


 

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