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segunda-feira, 19 de julho de 2021

O que pode levar a um mal súbito? Cardiologista responde e tira dúvidas sobre o tema


 Em 90% dos casos, a arritmia cardíaca é a responsável pelo mal súbito, que pode acometer pessoas de qualquer idade 


Mal súbito é caracterizado por uma perda súbita da consciência, geralmente seguida de acometimento das funções vitais e consequente parada cardiorrespiratória. No Brasil, o mal súbito é a causa de em torno de 320 mil óbitos por ano.  


Mas, afinal, o que pode levar uma pessoa a um mal súbito? De acordo com o Dr. Mozart Cardoso Filho, cardiologista da Diagnoson a+, do Grupo Fleury, existem diversas condições que predispõe a incidência desse quadro. 


“Desde um simples distúrbio hidroeletrolítico, como uma desidratação, até casos mais graves, como infarto agudo do miocárdio, picos elevados da pressão arterial ou acidente vascular cerebral. Porém as pessoas aparentemente saudáveis também estão incluídas neste grupo”, como no caso de alguns atletas que recentemente apresentaram esse episódio, explica o especialista.  


Ainda, segundo o Dr. Mozart, sintomas como palpitação, dor torácica, falta de ar, palidez, tontura ou dor de cabeça são os mais comuns, porém muitas vezes o paciente não consegue se manifestar sobre os sintomas, evoluindo instantaneamente com perda da consciência. 


A maioria das ocorrências são fora do ambiente hospitalar, sendo necessário atendimento rápido para que seja evitada a morte definitiva ou sequelas decorrentes da parada cardíaca. Havendo uma alta incidência entre a população mais idosa, 86% das vezes o mal súbito ocorre dentro dos lares das vítimas e 14% ocorrem em locais públicos de grande concentração de pessoas, como em shoppings, aeroportos, aeronaves e estádios de futebol. 


Além de fazer contato com o serviço de emergência (SAMU), as medidas de socorro prestadas à vítima devem ser feitas, de preferência, por uma pessoa bem treinada que poderá avaliar as vias aéreas, a respiração, a circulação e o nível de consciência do paciente. Se necessário, deve-se utilizar as manobras de ressuscitação cardiorrespiratória, até que o SAMU chegue ao local da ocorrência.  


Quando disponível, o uso de um desfibrilador externo automático (DEA) poderá identificar o ritmo cardíaco e realizar automaticamente um choque elétrico no coração, revertendo uma arritmia ou parada cardíaca. “Por isso a importância de cada vez mais termos pessoas leigas bem informadas e treinadas para um suporte básico de vida, que poderão salvar muitas vidas até que um serviço de atendimento médico de urgência (SAMU) chegue para atender a vítima”, comenta o médico.  


  Os portadores de doenças cardiovasculares, neurológicas, diabetes, obesidade mórbida, tabagistas, usuários de drogas e pacientes com história familiar de morte súbita estão dentro do grupo de risco das pessoas que podem sofrer um mal súbito. 


Como medida de prevenção, as pessoas enquadradas no grupo de risco devem fazer um check-up anual orientado por um médico clínico ou cardiologista, quando serão realizados exames simples como eletrocardiograma, ecocardiograma, teste de esforço, exames de sangue de rotina e específicos de acordo com o perfil de cada pessoa. “Em 90% dos casos, a arritmia cardíaca é responsável pelo mal súbito que pode acometer pessoas de qualquer idade”, conclui Dr. Mozart. 


 


Fonte Diagnoson a+ 


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