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segunda-feira, 9 de agosto de 2021

Estrutura da Estação Flamboyant do Metrô ganha grafite em homenagem a capoeira na Avenida Paralela

 
Estrutura da Estação Flamboyant do Metrô ganha grafite em homenagem a capoeira na Avenida Paralela


Os grafiteiros Marcos Costa, Geferson Trigo e Júlio Alves assinam a obra, uma homenagem ao mestre Cobrinha Verde e mais um espaço dedicado à arte urbana em Salvador 



O ir e vir de quem passa pela Avenida Paralela, em Salvador, vai ficar diferente. Isso porque uma das estruturas da CCR Metrô Bahia, na Estação Flamboyant, ganhou ares artísticos com um painel de grafite inspirado na cultura baiana, homenageando o mestre de capoeira Cobrinha Verde, que muito contribuiu para a perpetuação desta arte. O painel tem cerca de 12 metros de altura, quatro faces, e pode ser visualizado de longe por quem passa pelo local. “A arte do grafite é do povo e para o povo, assim como a capoeira. Para mim é muito gratificante participar de um projeto desta dimensão, podendo compartilhar esta obra com as pessoas, independente da classe social e da cor da pele”, explica o grafiteiro Marcos Costa, que assina o painel ao lado de Geferson Trigo e Júlio Alves, com projeto da Maré Cheia Produções.



 É o segundo painel de grafite que ocupa as estruturas do Sistema Metroviário de Salvador em menos de dois meses, já que em junho foi entregue um projeto similar em um paredão da Estação Brotas, na Avenida Bonocô. “Nós transportamos pessoas e também levamos a cultura baiana para a cidade. Por isso faz todo o sentido receber essas obras de grafite em nossos espaços, permitindo que a arte urbana seja uma experiência para os nossos clientes e toda sociedade”, aponta o gestor de comunicação da CCR Metrô Bahia, Álvaro Britto.



A capoeira é reconhecida como patrimônio cultural da Bahia desde 2006 pelo Governo do Estado e 2008 pelo Governo Federal. Em 2014 a Unesco também reconheceu a capoeira como patrimônio da humanidade. É uma arte que faz parte do universo da rua e milhares de baianos utilizam e a reconhecem como uma forma de vida. “Trouxemos grafismos étnicos e elementos como os búzios, os pássaros, as pombas da paz e toda a diversidade que temos na Bahia, buscando levar cores e paz para nossa comunidade. Temos ainda a homenagem a figura do mestre Cobrinha Verde, que é primo do Besouro do Mangagá, grandes nomes da nossa capoeira”, finaliza o artista Marcos Costa.


O projeto é uma iniciativa que conecta capoeira e grafite, trazendo a união destes dois movimentos para o espaço urbano, como explica a idealizadora Franciane Simplício: "Assim como o grafite, a capoeira é uma manifestação artística e cultural que se encontra à margem da sociedade e precisa ser valorizada, difundida e preservada. Dessa forma, surgiu a ideia de colorir a cidade de forma criativa e responsável através da arte urbana". A iniciativa tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal em parceria com a CCR Metrô Bahia. 


 

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