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domingo, 31 de outubro de 2021

Busca por maior segurança faz condomínios investirem em reconhecimento facial


 Investimento em segurança com reconhecimento facial aumenta nos condomínios brasileiros


Segundo a condotech Winker, portaria remota e chaves virtuais são outros recursos em alta no mercado residencial


 


Além da tendência pela atualização tecnológica, a adaptação nos residenciais também foi impulsionada pela necessidade crescente de segurança. Com o aumento da permanência em casa e da circulação de terceiros em condomínios residenciais, cresceu também a preocupação com a proteção patrimonial e pessoal. 


 


Segundo uma pesquisa da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese), o mercado brasileiro de segurança eletrônica obteve um crescimento de 13% em 2020 em relação a 2019, e estima um aumento ainda maior para este ano, na casa dos 15%. O resultado reflete mais investimento em soluções de segurança, com destaque para a adesão ao uso de câmeras termográficas, portarias remotas e monitoramento por câmeras.







Níveis de segurança para diferentes orçamentos




No Brasil, os residenciais possuem diferentes perfis de consumo e padrões para uso tecnológico, que dependem da receita média e diretrizes condominiais. Até mesmo nos complexos mais comuns — cujo valor médio de condomínio é de R$ 350 — há demanda por ferramentas como interfone, controle de acesso, senha, biometria e tags. 


  Além das tradicionais tags (RFID) e biometria digital, as demandas atuais se interessam em tecnologias ainda mais refinadas de acesso, como sistemas de portaria remota, chaves virtuais e reconhecimento facial, que consegue, inclusive, identificar o uso correto de máscaras e realizar o cadastro de visitantes com foto. Ainda conforme a Abese, as portarias remotas registraram aumento de 33% nas instalações até setembro deste ano.


   Soluções mais modernas com hardware e software de segurança integrados também registram automaticamente o horário de entrada/saída de pessoas e acompanham por vídeo o trajeto de terceiros no condomínio, tudo isso sem a necessidade de contato físico ou cartões de uso compartilhado que seriam contaminantes em potencial.


  O leitor facial, solução mais procurada pelo mercado no último ano, identifica se o morador está ou não cadastrado no condomínio para abrir o portão de pedestres automaticamente, e a facilidade também se estende aos visitantes. “O morador pode criar uma ‘pessoa autorizada’ no aplicativo, incluindo dados como nome, dia e horário da visita. O cadastro vai gerar um link para ser compartilhado por aplicativos de mensagem com o visitante, que ao receber a chave, vai tirar uma foto. Essa selfie será enviada para o equipamento na portaria do residencial e, quando o visitante chegar no condomínio, o leitor irá reconhecer seu rosto e abrir a porta automaticamente para ele”, explica Thiago Paulo, COO da condotech Winker. 


   Ao passo que as tecnologias de acesso foram ganhando ainda mais espaço no setor imobiliário, os projetos de investimento em segurança digital também voltaram a ser discutidos nas assembleias dos condomínios. Adalberto Bem Haja, CEO da integradora de segurança BHC Sistemas, percebeu aumento no interesse dos moradores por câmeras com melhor resolução e com tecnologias inteligentes como vídeo analítico, que usa inteligência artificial e visão computacional para “entender o que está sendo visto”.


 


O custo de novas tecnologias no mercado


 


Por padrão, as novas tecnologias sempre chegam primeiro nas grandes indústrias e empresas para depois serem adaptadas para os setores domésticos. Isso porque o custo dessas novas soluções é alto, e precisa de um tempo para otimização e redução do preço final para chegarem ao cotidiano das pessoas. 


  Um exemplo é a biometria digital, que já está há 15 anos no mercado, mas só foi amplamente utilizada em condomínios na última década. O mesmo acontece para o reconhecimento facial, tecnologia que chegou ao mercado com custo alto e baixa escala de produção. “Recentemente, a solução ficou mais barata por conta do volume ofertado e concorrência de fabricantes, o que possibilitou a aderência para o setor de moradia”, finaliza Adalberto.




É importante lembrar que os condomínios também estão sujeitos à LGPD (Lei de Proteção de Dados), então, toda modernização deve considerar a lei.

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