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quinta-feira, 7 de outubro de 2021

Cura da candidíase sem uso de medicação


 Método não invasivo trata em apenas cinco sessões pacientes que sofriam há mais de seis meses com a doença. 


Uma parceria entre o Instituto Patrícia Lordêlo (IPL), a Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública e a empresa DGM Eletrônica acaba de colocar no mercado o Dispositivo de LED para tratamentos vaginais. A iniciativa permitirá o tratamento de enfermidades, como a candidíase, em larga escala, por meio de poucas sessões que podem ser realizadas por profissionais que atuam na área uroginecológica como urologistas, ginecologistas, fisioterapeutas e enfermeiros, excluindo o uso de medicamentos.

 


A candidíase

Coceira intensa na região íntima e dor ou ardência durante as relações sexuais são alguns dos sinais de alerta para a candidíase vaginal, uma infecção causada por qualquer tipo de fungo do gênero Candida. Ela não é considerada uma doença sexualmente transmissível, e seu tratamento, geralmente, é realizado com pomadas ou medicamentos via oral. 


Porém, o alto índice de recorrência, relacionado ao fungo Candida glabrata chamou a atenção de pesquisadoras como a Dra. Patrícia Lordêlo, diretora do IPL. Ela percebeu que muitas pacientes não respondiam ao tratamento tradicional dentro do prazo previsto (dias), passando a meses de terapia medicamentosa, que acarreta efeitos adversos, como insônia, ansiedade, disúria (dor ou ardor ao urinar) e dor vaginal. 


Segundo Patrícia Lordêlo que, além de diretora do IPL, é fisioterapeuta e doutora em Medicina e Saúde Humana, foi desenvolvido um aparelho para a emissão da luz de LED azul cuja patente já foi depositada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial. "Temos casos de pacientes que já estavam em tratamento há mais de seis meses e que, com apenas três sessões de trinta minutos – sendo uma sessão por semana, alcançaram a cura". Ela destaca a ausência de contraindicações e efeitos colaterais do tratamento, por se tratar de emissão de luz sem radiações ou outros fatores externos. "A sessão é simples. A paciente fica deitada e não precisa fazer nada", explica Lordêlo. 


Os estudos foram ampliados, e hoje o dispositivo já é destinado também ao tratamento de disfunções sexuais em pacientes oncológicos (a exemplo do câncer de próstata e no combate à atrofia vulvovaginal). 


Dispositivo de LED para tratamentos vaginais


A transferência de tecnologia para a indústria também foi celebrada pelo CEO da DGM Eletrônica, Décio Minalle que frisa ser dispendioso para a indústria manter em seu quadro pesquisadores. Sobre a aprovação nos órgãos públicos responsáveis, Minalle explica que a DMG Eletrônica já possui aprovação da ANVISA para produzir aparelhos de tratamento por fototerapia, que é justamente o caso, pelo fato de o dispositivo ser um tipo de fototerapia, como é o Dispositivo de LED para tratamentos vaginais.

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