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terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Espaço BiblioMetrô oferece livros que promovem a inclusão de pessoas com deficiência visual



Espaço multicultural BiblioMetrô oferece livros que promovem a inclusão de pessoas com deficiência visual

Dia 4 de janeiro é comemorado o Dia Mundial do Braile. De acordo com o Censo de 2010, cerca de 46 milhões de brasileiros têm algum grau de deficiência visual

Dia 4 de janeiro é uma data importante para chamar a atenção da sociedade sobre a importância de assegurar formas de inclusão de deficientes visuais também na escrita e no acesso a livros. E encontrar um local que possa oferecer mais oportunidades de leitura pode facilitar a rotina de quem tem algum grau de dificuldade visual.

A BiblioMetrô é um desses espaços que oferece diversos títulos de literatura inclusiva e com alguns exemplares em braile. Localizado na Estação Acesso Norte do Metrô, o local tem funcionamento das 8h às 18h, de segunda a sexta-feira, e pode ser acessado por todos os clientes que utilizam o Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas gratuitamente. “Entendemos que a leitura abre janelas para o aprendizado e a deficiência visual não deve ser um impeditivo para que as pessoas possam aprender cada vez mais”, explica Luana Xavier, analista de sustentabilidade da CCR Metrô Bahia.

Entre os títulos, estão livros de Carina Alves, que apostou na educação e inclusão das crianças, visando sensibilizar a sociedade e estimular a busca por uma cultura inclusiva e humana. O Menino que escrevia com os pés, de 2016, conta a história de um garoto que perdeu as duas mãos após um acidente e se reinventou para seguir a vida; A Princesa que tinha um Cromossomo a Mais, de 2017 – escrito em parceria com Mari Meira –, fala sobre uma menina que nasce com Síndrome de Down; e Ico e o Mundo que Queremos Construir, de 2020, de coautoria com Elyse Matos, traz um conto sobre um menino com autismo.

Os livros abordam temas como inclusão, empoderamento feminino, educação para emancipação, multilinguismo, refugiados de guerra, acessibilidade e respeito ao próximo. “São percursos que revelam o preconceito, a discriminação e ressignificação de identidade social de pessoas que vivem em uma sociedade excludente e se superam diante das adversidades da vida e de um cotidiano da barbárie do preconceito instalado na sociedade em que vivemos”, destaca Carina Alves. Todas as obras são acessíveis e possuem versões em libras, braile, audiodescrição, pictogramas e multilinguismo (português e alemão), pensando nos filhos de refugiados de guerra.


O sistema Braile

O Braile é um sistema de códigos táteis em alto relevo que representa todas as letras do alfabeto, números, pontuações, códigos aritméticos, etc. O sistema tem seis pontos divididos em duas colunas com três pontos cada. A combinação desses pontos forma as letras, os números, etc. O Braile pode ser impresso em diferentes materiais, desde o tradicional papel, até madeira ou metal.

Quem criou o sistema Braile foi o francês Louis Braille, que ficou cego após um acidente na oficina do pai. Ele adaptou métodos utilizados por soldados franceses para comunicação noturna. A versão final foi apresentada por ele em 1837.


Deficientes Visuais no Brasil

Os dados oficiais mais recentes sobre a presença de deficientes visuais no Brasil são do Censo de 2010. Segundo o levantamento, cerca de 24% da população tinha algum tipo de deficiência naquele momento, o que correspondia a 46 milhões de brasileiros.

A visual é a modalidade mais comum. Se consideradas pessoas com qualquer tipo de dificuldade, o número de cidadãos com algum grau de problema para enxergar chega a quase 20%. Se considerados aqueles que não conseguem ver de forma alguma ou que têm grande dificuldade, o índice cai para 3,4%, o equivalente a 6,5 milhões de pessoas. Desse total, 582,6 mil são incapazes de enxergar.

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