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quarta-feira, 30 de julho de 2025

Usa Mounjaro?



Nutricionista explica como alimentação pode potencializar os efeitos do medicamento


A pessoa precisa ter uma mudança real de hábitos para garantir resultados duradouros

 

Com a popularização do Mounjaro no Brasil, muitas pessoas têm recorrido ao medicamento como aliado no controle do diabetes tipo 2 e na perda de peso. Mas, junto com os resultados, surgem dúvidas sobre alimentação durante o tratamento. O que comer e evitar? Dá para tomar uma cervejinha no fim de semana?

 

De acordo com Renata Quartieri, nutricionista e coordenadora do curso de Nutrição da UNINASSAU Salvador, o Mounjaro não faz milagre sozinho. O uso do medicamento precisa vir acompanhado de uma mudança real de hábitos. “Ele pode até ajudar na saciedade, mas é o comportamento alimentar que garante resultados duradouros”, afirma.

 

Ela ainda alerta para o risco das dietas da moda e das restrições radicais. A recomendação é seguir o que a ciência já comprova: comida de verdade e bem distribuída ao longo do dia. “É importante focar em proteínas magras, como frango, peixe e ovos, e incluir uma boa variedade de legumes, verduras e frutas com baixo índice glicêmico. Por exemplo, maçã, pera e morango”, explica.

 

Grãos integrais, como aveia, quinoa e arroz integral, também são aliados. O mesmo vale para pequenas porções de castanhas, que ajudam na saciedade e oferecem gorduras boas.

 

Na hora de montar o prato, alguns itens devem ser evitados. Renata orienta reduzir, ao máximo, alimentos gordurosos, frituras, embutidos e doces, pois podem acentuar efeitos colaterais como náuseas, refluxo e estufamento. Os ultraprocessados – lanches prontos e industrializados – também merecem atenção. “Eles não só atrapalham os resultados, mas também desregulam a glicemia, aumentam o risco de mal-estar e dificultam a adaptação ao tratamento”, alerta.

 

E quanto ao álcool? “Ele não é proibido, mas deve ser consumido com muita moderação, pois pode intensificar efeitos como tontura e enjoo e aumentar o risco de hipoglicemia”, orienta Renata.

 

Ela também destaca que todo o processo precisa ser acompanhado por profissionais especializados. O médico prescreve e acompanha os efeitos do medicamento. Já o nutricionista é fundamental para garantir resultados sustentáveis. “Tê-lo por perto nesse processo é essencial para orientar, tirar dúvidas e fazer adaptações reais na rotina da pessoa. Não dá para fazer tudo sozinho. O remédio ajuda, mas a alimentação certa faz toda a diferença. ”, conclui.



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