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sábado, 30 de agosto de 2025

O que é a TV 3.0 e o que muda para o consumidor?



O novo sistema moderniza o setor e posiciona o país na liderança da radiodifusão global. 



Nesta quarta-feira (27), no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto que estabelece as diretrizes para a TV 3.0, a mais recente geração da tecnologia de televisão aberta e gratuita do Brasil. De acordo com o Ministério das Comunicações, a tecnologia transformará a maneira como os brasileiros veem televisão.



"O novo sistema, que oferece maior interatividade, qualidade de som e imagem superiores, além de uma integração mais robusta com a internet, moderniza o setor e posiciona o país na liderança da radiodifusão global", afirma o ministério.


Conhecida como "a televisão do futuro", a TV 3.0 combinará os serviços de internet (broadband) com a tradicional transmissão de sons e imagens (broadcast). Isso permitirá que os telespectadores usem aplicativos para interagir com a programação e até mesmo realizem compras diretamente pelo televisor, criando novas oportunidades de geração de receitas para as emissoras.


No ano passado, os integrantes do conselho deliberativo do Fórum do Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTVD), organização responsável pela nova geração, sugeriram ao governo federal a implementação do sistema ATSC 3.0 (do inglês, Advanced Television Systems Committee) como padrão técnico para o avanço tecnológico da TV digital. Isso precisa ser ratificado pelo decreto do presidente. 


Além de definir as novas funcionalidades, o novo sistema também deve estabelecer um cronograma de migração gradual, iniciando pelas grandes cidades, assim como ocorreu com a TV digital. Espera-se que uma parte da população brasileira possa aproveitar a TV 3.0 durante as transmissões da Copa do Mundo de 2026.


A televisão aberta na era digital possibilitará maior interação e personalização, incluindo votações em tempo real, conteúdos ampliados, serviços de governo digital, avisos de emergência, novos recursos de acessibilidade, publicidade e conteúdos personalizados, além de T-commerce, que permite realizar compras por meio do controle remoto. 


"A TV 3.0 não é apenas um avanço tecnológico; é a renovação de um compromisso histórico da radiodifusão com a informação, cultura e ética", declara Raymundo Barros, diretor de Estratégia de Tecnologia da Globo e presidente do Fórum SBTVD, em entrevista à Agência Brasil.

Uma das maiores inovações da TV 3.0 é sua interface baseada em aplicativos, que permitirá às emissoras oferecer conteúdos adicionais sob demanda, como séries, jogos, programas e outras opções, além do sinal aberto já transmitido em tempo real.


Isso altera a maneira como o espectador acessa a programação. Em vez de 'procurar' a TV aberta no aparelho, os canais retornam ao seu lugar de destaque em um catálogo de aplicativos, com ícones que representam os canais tradicionais. E isso não significa que a troca rápida entre canais vai acabar: o estudo revelou a importância de preservar essa cultura do zapeamento, e isso se reflete na troca rápida entre os aplicativos das emissoras na TV 3.0. "Esse modelo traz de volta a visibilidade da TV aberta nos receptores e permite a interatividade, personalização e integração com serviços da internet", afirmou Marcelo Moreno, docente da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), coordenador do GT Codificação de Aplicações do Fórum SBTVD e um dos principais especialistas.


Retorno ao protagonismo

Guido Lemos, engenheiro e professor titular do Departamento de Sistemas de Computação do Centro de Informática da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), participou do desenvolvimento do programa Ginga, que foi integrado ao padrão do Sistema Brasileiro de Televisão Digital. Ele acredita que a TV 3.0 pode ajudar a recuperar a importância da televisão na oferta de conteúdos preferenciais, que está em risco devido ao crescimento dos serviços de mídia sob demanda (OTT, em inglês), como os canais de streaming, que podem ser instalados diretamente nos aparelhos de TV.


"Quando se observa o que está acontecendo nas TVs instaladas em diversas residências brasileiras, especialmente entre as pessoas de maior renda, que têm acesso à internet e conseguem sustentar fluxos de vídeo nos aparelhos de televisão, nota-se que a maioria dessas TVs não está conectada a antenas de recepção de TV aberta", ressalta.

Os novos aparelhos de TV 3.0 deverão ser fabricados com uma tela inicial exibindo um catálogo de canais de televisão abertos. Isso não acontece na interface atual das Smart TVs conectadas à internet, que priorizam os aplicativos de OTT.


De certa forma, o destaque do ícone do DTV Mais na tela inicial e do botão DTV Mais no controle remoto representa uma recuperação do espaço que a TV aberta perdeu na tela inicial e no controle remoto dos aparelhos de TV. "Portanto, esse processo de redução no número de usuários pode ser revertido", complementa Lemos.


Nos últimos anos, a porcentagem de domicílios brasileiros com sinal de televisão e assinatura de TV por assinatura tem diminuído, ao passo que os serviços de streaming têm crescido, alcançando quatro em cada dez lares com televisão.


No âmbito público, a TV 3.0 deve garantir visibilidade para emissoras educativas, por meio da implementação da denominada Plataforma Comum de Comunicação Pública e do chamado Governo Digital. Este último tem como objetivo assegurar o acesso a serviços públicos diretamente pela TV, fomentando uma maior conexão entre o Estado e o cidadão. A conexão pela internet pode preencher essa lacuna, mesmo em áreas onde o sinal de emissoras públicas não é recebido por meio de antenas de radiodifusão.


"Haverá uma plataforma unificada que integrará os canais da União, permitindo que qualquer televisor com conexão à internet possa acessar o conteúdo dessas emissoras públicas." 


Conhecida como "a televisão do futuro", a TV 3.0 combinará os serviços de internet (broadband) com a tradicional transmissão de sons e imagens (broadcast). Isso permitirá que os telespectadores usem aplicativos para interagir com a programação e até mesmo realizem compras diretamente pelo televisor, criando novas oportunidades de geração de receitas para as emissoras.


No ano passado, os integrantes do conselho deliberativo do Fórum do Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTVD), organização responsável pela nova geração, sugeriram ao governo federal a implementação do sistema ATSC 3.0 (do inglês, Advanced Television Systems Committee) como padrão técnico para o avanço tecnológico da TV digital.


Isso precisa ser ratificado pelo decreto do presidente. Além de definir as novas funcionalidades, o novo sistema também deve estabelecer um cronograma de migração gradual, iniciando pelas grandes cidades, assim como ocorreu com a TV digital. Espera-se que uma parte da população brasileira possa aproveitar a TV 3.0 durante as transmissões da Copa do Mundo de 2026.


A tecnologia deve ser inicialmente disponibilizada nas capitais, porém espera-se que a cobertura em todo o país seja completada em um prazo de até 15 anos. Assim, haverá um tempo em que os sistemas de televisão atual e novo coexistirão. A migração não é obrigatória, e os dispositivos que não forem compatíveis com o novo serviço continuarão operando normalmente.



Os novos aparelhos de TV 3.0 deverão ser fabricados com uma tela inicial exibindo um catálogo de canais de televisão abertos. No entanto, não será preciso trocar de aparelho para adotar o novo sistema. Para permitir o uso de televisores atuais, é possível instalar caixas conversoras ou soundbars conversores.

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