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segunda-feira, 29 de setembro de 2025

29/09: Dia Mundial do Coração


Como a alimentação personalizada ajuda a reduzir riscos cardiovasculares


Nutricionista garante que não é “a melhor dieta” e sim “a melhor adaptação para o paciente”; A prevenção é mais efetiva quando dieta, comportamento alimentar e estilo de vida são combinados;


Estudos recentes demonstram que três dietas anti-inflamatórias específicas têm efeitos comprovados na redução do risco cardiovascular;


*Crédito foto: Freepik


São Paulo, 29 setembro de 2025 – Setembro é o mês da prevenção e conscientização das doenças cardiovasculares, e o dia 29 é celebrado como o Dia Mundial do Coração. Neste período, a nutricionista clínica e hospitalar, especialista em doenças crônicas da Prime Care Medical Complex, Lauren Nassur, reforça que a proteção do coração vai além de exames e medicamentos: ela começa no comportamento alimentar, na dieta e no estilo de vida.


Estudos recentes demonstram que as dietas anti-inflamatórias: Mediterrânea, DASH e Plant-Based têm efeitos comprovados na redução do risco cardiovascular. “No entanto, a chave para a prevenção eficaz está na personalização: adaptar a dieta ao perfil, preferências e condições clínicas de cada paciente”, comenta Lauren.


Dietas podem proteger o coração? Sim. Estudos associam a adesão à dieta mediterrânea com redução do risco cardiovascular devido aos seus efeitos benéficos no metabolismo lipídico, inflamação e saúde vascular. Já outra pesquisa* indica que a adesão à dieta DASH está associada à redução de 17% na mortalidade por todas as causas e cardiovasculares em adultos com mais de 60 anos. E segundo estudo da American Journal of Preventive Cardiology (2024)**, padrões alimentares vegetarianos, incluindo veganos, estão associados à redução do risco de doenças cardiovasculares.


Fatores de risco - Um fator de risco importante para a saúde cardiovascular é a inflamação crônica de baixo grau, conhecida como "inflammaging". Por isso, a alimentação personalizada desempenha um papel crucial na modulação dessa inflamação. “Alimentos ricos em antioxidantes e compostos anti-inflamatórios, como peixes ricos em ômega-3, oleaginosas, azeite de oliva, frutas vermelhas e vegetais verde-escuros, podem ajudar a reduzir a inflamação e proteger o coração”, diz.


A prevenção eficaz das doenças cardíacas não se trata apenas de seguir uma dieta ideal, mas sim de adaptar a alimentação ao perfil individual de cada pessoa, considerando fatores como idade, histórico familiar, comorbidades, rotina e preferências alimentares. “Essa abordagem personalizada permite que cada paciente potencialize os benefícios para o coração, promovendo longevidade cardiovascular, ou seja, para viver com mais qualidade, mantendo o coração mais saudável ao longo dos anos”, finaliza.


Pequenas mudanças na dieta e no estilo de vida podem ter um grande impacto na saúde cardiovascular. Substituir gorduras saturadas por gorduras insaturadas, aumentar o consumo de fibras e reduzir o sal são exemplos de pequenos ajustes que podem reduzir o risco de doenças cardíacas.



Sobre a especialista - Lauren Nassur


Nutricionista clínica e hospitalar, formada pelo Centro Universitário São Camilo e pelo Centro Universitário FMU.


Pós-graduada em Nutrição Hospitalar pelo Hospital Israelita Albert Einstein, especialista em Doenças Crônicas, especialmente no cuidado da saúde de todas as fases da mulher, no pré e no pós-operatório de cirurgias.


**** A nutricionista Lauren Nassur está disponível para entrevistas. Para agendamentos, enviar solicitação para o WhatsApp 11 93021-6482


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