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quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Bahia registra 135 internações e 39 óbitos por sepse

 

Bahia registra 135 internações e 39 óbitos por sepse em menores de um ano entre janeiro e julho de2025


 OMS aponta: sepse soma 11 milhões de óbitos e 20% de todas as mortes globais.

 

Dia 13 de setembro é celebrado o Dia Mundial de Prevenção da Sepse. Este ano, a SOBRASP – Sociedade Brasileira para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente – destaca a importância da prevenção da sepse em recém-nascidos e crianças. No Brasil, segundo dados preliminares de2024 do Ministério da Saúde, por meio do Sistema de Informações Hospitalares (SIH) do SUS, foram registrados 7,7 mil atendimentos por sepse em recém-nascidos e 9,8 mil em crianças. No mesmo período, informações preliminares do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) apontam 2,7 mil óbitos infantis por sepse no país.

No mundo, de acordo com os últimos dados da OMS, em 2020, foram registrados 48,9 milhões de casos e 11milhões de mortes, representando 20%

 de todos os óbitos globais. Quase metade dos casos estimados de sepse ocorreu em crianças com menos de cinco anos (aproximadamente 20 milhões). A quantificação de casos no mundo é bem escassa, principalmente, em países com médio e baixos recursos. Estima-se que cerca de 85% dos casos ocorram nesses locais.


Dados preliminares da Secretaria de Estado da Saúde da Bahia (Sesab) acendem um alerta sobre o índice de internações e mortes por sepse entre crianças, especialmente na faixa etária de até um ano de idade. Entre janeiro e julho de 2025, crianças com menos de um ano concentraram 68,2% das internações por sepse registradas no estado – foram135 casos, com 39 óbitos, o que representa 78% de todas as mortes notificadas no período.


No total, considerando todas as crianças entre 0 e 9 anos, foram 198 internações e 50 óbitos relacionados à sepse no mesmo intervalo de tempo.


O cenário em 2024 também foi muito preocupante. Ao longo do ano,foram registradas 448 internações por sepse em crianças com menos de um ano, oque representa 72,5% dos casos naquela faixa etária. No total, 69 criançasdesta idade morreram em decorrência da doença. Somando todas as internaçõesentre crianças de 0 a 9 anos em 2024, o número chega a 673, com 89 óbitosconfirmados.


A sepse é uma dasprincipais causas de morte evitável nos hospitais. “O diagnóstico precoce e omanejo adequado são medidas decisivas para reduzir a mortalidade. A SOBRASPdestaca que a identificação e o tratamento são parte fundamental dasestratégias de segurança do paciente em todo o país", comenta ClaudiaVidal, infectologista e membro da SOBRASP. 


A sepse é, geralmente,causada por infecções bacterianas, mas pode resultar de outras infecções, comovírus, parasitas ou fungos. Na maioria dos casos, é adquirida em ambientes deassistência à saúde, sendo as Infecções relacionadas à Assistência à Saúde(IRAS), um dos eventos adversos mais frequentes durante a prestação decuidados. As infecções associadas à assistência à saúde são provocadas porpatógenos frequentemente resistentes a antimicrobianos e podem levar rapidamenteà piora das condições clínicas. A resistência antimicrobiana é um fatorimportante que dificulta a resposta clínica ao tratamento e acelera a evoluçãopara sepse e choque séptico. Pacientes com sepse e patógenos, de difícilcombate, apresentam maior risco de mortalidade hospitalar.


 Quem está mais suscetível à sepse? Pode afetar qualquerpessoa, mas os idosos, grávidas, recém-nascidos, crianças, imunocomprometidos epessoas com outros problemas de saúde têm maior risco. 

 Principais sintomas em recém-nascidos:●       Temperatura corporal instável (febre alta ou hipotermia).●       Muitas vezes o neonato pode apresentar apatia, irritabilidade,letargia, dificuldade para se alimentar e sucção reduzida.●       Atenção a sinais de circulação: pele fria, pálida ou manchasroxas e má perfusão periférica.●       Outros sintomas podem incluir vômitos, diarreia, inchaço nabarriga e icterícia (amarelamento da pele e dos olhos).


Principais sintomas em crianças:●       Temperatura corporal geralmente mais elevada.●       Possíveis vômitos e diarreia persistentes, redução na quantidadede urina, confusão, tontura e desconforto extremo.●       Respiração rápida, dificuldade para respirar ou sensação defalta de ar.


Como evitar:●       Higiene das mãos como medida mais eficaz e simples para aprevenção de infecções. ●       Vacinação conforme o calendário.●       Diagnóstico correto e precoce●       Tratamento apropriado e oportuno●       Melhoria do saneamento básico e acesso à água potável dequalidade, como condição básica para a prevenção de infecções na população. 


Tratamento:●       Ao apresentar qualquer um destes sintomas, procure avaliaçãomédica para diagnóstico adequado e precoce da sepse.●       Profissionais de saúde devem buscar a fonte de infecção parainiciar o tratamento, que pode incluir antimicrobianos.●       A resistência aos antibióticos pode dificultar o tratamento.


Estratégia para contenção da sepse:Em 2024, foi lançada a Agenda Global para Sepse como a primeira estratégiaglobal com ações e metas a serem alcançadas até 2030, apoiada por mais de 70organizações e parceiros em todo o mundo. 


Aagenda é baseada em cinco pilares: O primeiro é a liderança política e acooperação multilateral, com a meta de que 80% dos países de alta renda e 50%dos países de renda média e baixa adotem Planos Nacionais de Ação para a Sepse.O segundo pilar foca na preparação dos sistemas de saúde para oferecer atençãoadequada à sepse e suas sequelas. Em terceiro lugar, destaca-se a importânciada mobilização social, promovendo a conscientização sobre a doença entre opúblico geral, políticas, com campanhas consistentes e o envolvimento direto desobreviventes e familiares de pacientes. O quarto pilar incentiva a pesquisa ea inovação para ampliar o conhecimento e o combate à sepse. Por fim, o quintoreforça a necessidade de incluir o manejo clínico da sepse no contexto depandemias e outras emergências de saúde pública, garantindo uma respostaintegrada e eficiente.


A estratégia é reduzir a incidênciaglobal em 25%; aumentar a taxa de sobrevida em 20% e reduzir o customédio/paciente-sepse/país em 20%.

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