Rede SAC, encarregada do agendamento, enfrenta, segundo eles, uma demanda elevada, e não agendam a emissão da CIN.
Os aposentados têm problemas para obter a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) por causa da escassez de agendamentos e da ausência de vagas disponíveis. A Rede SAC, encarregada do agendamento, enfrenta, segundo eles, uma demanda elevada, o que gera problemas para os cidadãos.
Apesar de a emissão da CIN ser gratuita em todo o Brasil, os aposentados enfrentam dificuldades devido à escassez de agendamentos disponíveis e à instabilidade no sistema de marcação. E mais, a partir de novembro, quem não tiver a nova CIN, como fica isso? Precisamos de respostas e certezas!
Deveria ser simples. Basta marcar um horário, ir ao posto e pronto: novo documento em mãos. No entanto, na prática, o processo para obter a nova Carteira de Identidade Nacional, conhecida como CIN, tem se mostrado mais complexo do que se esperava.
Desenvolvido para substituir o antigo RG, o documento está disponível nas versões física e digital e conta com novos mecanismos de segurança. Até 2032, todos os brasileiros deverão obter a nova documentação, emitida por entidades estaduais. No entanto, diariamente, não há disponibilidade de vagas para solicitar a carteira. Em alguns casos, problemas no sistema impedem que o agendamento seja concluído, em outros casos, dizem que o SAC não liberou vaga. Como assim? Estive na quinta-feira no SAC do Salvador Shopping e estava vazio... não entendi!
Já tentei várias vezes marcar uma consulta nos postos mais próximos da minha residência e da casa da minha mãe. Desde o início, venho tentando fazer esse agendamento, mas não consigo. Passei pelo posto do Detran para fazer uma pergunta e estava totalmente deserto. Ainda assim, não conseguimos fazer o agendamento', comenta uma entrevistada.
Até o momento, a taxa de emissão da CIN continua significativamente abaixo do previsto. O objetivo do Governo Federal é que até 2026, 130 milhões de brasileiros possuam o novo documento. No entanto, até o presente, a quantidade só atingiu 30 milhões. Tem algo errado aí!
Gabriel de Britto, advogado especializado em direito do consumidor e diretor jurídico do Instituto Brasileiro de Cidadania, adverte que o modelo que utiliza apenas o CPF não impede a ocorrência dos crimes.
Não tem impacto em relação aos estelionatos e golpes virtuais. Todas as transações comerciais de consumo e financeiras já solicitam o CPF, e não o RG. As fraudes online resultam do acesso dos golpistas a uma vasta gama de informações pessoais, incluindo nome completo, CPF, filiação, identidade, endereço, número de celular, dados bancários, senhas de contas bancárias, senhas de e-mail.
O número do RG não é e nunca foi o vilão', opina.
Denise Morais
Chefe de Jornalismo

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