Hábitos preventivos: por que alimentação e exames de rotina ajudam a afastar o risco de câncer
Biotecnologista explica os fatores por trás dos diversos tipos da doença, além de como dieta equilibrada e check-up médico podem evitá-los
Crédito: Freepik
O Dia Nacional de Combate ao Câncer, celebrado em 27 de novembro, chama atenção para uma doença que pode se tornar, até 2029, a maior causa de morte no Brasil. Segundo registros da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), ao longo do ano passado, mais de 12 mil baianos foram a óbito por conta de tumores malignos presentes em diferentes regiões do corpo.
Embora existam mais de 100 tipos de neoplasias, há dois grupos de fatores de risco que aumentam as chances de desenvolvimento. O primeiro inclui condições que podem ser evitadas, como tabagismo, consumo excessivo de álcool, alimentação inadequada, obesidade e exposição à radiação ultravioleta. Já entre os chamados fatores não modificáveis estão idade avançada, histórico familiar e mutações genéticas.
“Muitos tumores compartilham fatores de risco que interferem nos processos iniciais de transformação celular, conhecidos como iniciação tumoral. Geralmente esses fatores atuam promovendo alterações no DNA, originando mutações que comprometem a regulação do ciclo celular. A partir dessa primeira lesão genética, a célula passa por etapas subsequentes de promoção e progressão, até adquirir o fenótipo plenamente neoplásico”, explica Nathan Sellis, biotecnologista e professor do curso de Medicina da UniFG.
Independentemente do órgão afetado, alguns sintomas acendem o alerta para o problema. Perda de peso inexplicada, fadiga persistente, febre de origem indeterminada, anemia, sudorese noturna, dores inespecíficas, aumento de linfonodos, alterações cutâneas, sangramentos anormais e alterações neurológicas são indícios que apontam a necessidade de investigação. “Diversas neoplasias não apresentam sintomas nas fases iniciais, o que dificulta sua detecção precoce. Por isso, é fundamental buscar orientação médica regularmente, sobretudo diante de fatores de risco conhecidos ou mudanças persistentes no estado de saúde”, alerta o especialista.
Influências da alimentação
Estudos recentes mostram que certos padrões alimentares influenciam no surgimento de cânceres, enquanto outros ajudam a preveni-los. O biotecnologista ressalta que uma dieta equilibrada, ou seja, composta por frutas, verduras, legumes, fibras, peixes e demais fontes de ômega-3, fornece vitaminas, antioxidantes e compostos bioativos capazes de proteger o DNA contra danos, modular a microbiota intestinal e atenuar processos inflamatórios crônicos.
Em contrapartida, o consumo excessivo de carne vermelha, embutidos como salsicha, bacon, salame e presunto, alimentos ultraprocessados – caracterizados pelo baixo valor nutricional e alto teor de açúcar, sal, gorduras saturadas, aditivos químicos e conservantes –, além de preparações muito defumadas ou queimadas tem ligação direta com o aparecimento de tumores.
“Nitritos e nitratos presentes em carnes processadas, por exemplo, podem formar nitrosaminas, substâncias reconhecidamente carcinogênicas, especialmente relacionadas ao câncer colorretal. As técnicas de fritura, cura, defumação e aquecimento utilizadas também podem gerar compostos tóxicos, como aminas heterocíclicas e hidrocarbonetos aromáticos policíclicos, que lesam o DNA”, afirma Nathan Sellis.
Estratégias preventivas no cotidiano
O Instituto Nacional do Câncer (Inca) reforça que, quando detectados no primeiro estágio, mais de 90% dos cânceres podem ser controlados ou curados. De acordo com o professor da UniFG, a identificação precoce pode ocorrer através de duas vias complementares: rastreamento, que consiste na realização de exames periódicos mesmo na ausência de sintomas, com o objetivo de verificar alterações sugestivas; e diagnóstico.
“Neste caso, não se trata de examinar pessoas assintomáticas, mas sim de reconhecer manifestações iniciais e agir com rapidez para confirmar ou descartar o câncer. A depender do tipo, os exames indicados para detecção precoce incluem mamografia, pesquisa de sangue oculto nas fezes, citopatológico e DNA-HPV, colonoscopia e toque retal e/ou PSA”, destaca.
Assim como o rastreamento, alimentação equilibrada e a prática regular de atividade física, outros hábitos preventivos podem ser incorporados à rotina. Entre as estratégias mais eficazes estão:
Evitar o consumo de álcool e o tabagismo;
Usar filtro solar diariamente, dificultando a exposição excessiva ao sol e recorrendo a barreiras físicas como roupas e chapéus;
Vacinar-se contra o HPV (Papilomavírus Humano) e hepatite B;
Evitar exposição a agentes químicos e ambientais, a exemplo de poluentes ocupacionais, fumaça, solventes e pesticidas, diminuindo o risco de mutações induzidas por tóxicos;
Manter check-ups médicos em dia, além de boas práticas de sono e redução do estresse.
Sobre a UniFG
Com 20 anos de história completados em 8 de novembro de 2022, a UniFG desenvolve ensino, pesquisa e extensão através dos seus mais de 30 cursos de graduação ofertados nas cidades baianas de Guanambi e Brumado. Dona de conceito institucional máximo (nota 5) no Ministério da Educação (MEC), a UniFG é responsável pela formação de milhares de profissionais em diversas áreas do conhecimento.
Em 2020, a UniFG se integrou ao maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima, que tem mais de 300 mil alunos e quase 20 anos de história. Em 2022, a instituição inaugurou um novo campus em Brumado e lá iniciou as atividades do primeiro curso de Medicina da região. Alunos de Medicina dos municípios em que a UniFG atua ainda contam com a Inspirali, um dos principais players de educação continuada na área médica do país.
Atualmente, o centro universitário tem 18 cursos com notas 4 ou 5 na avaliaçao do MEC, entre eles, Direito, Estética e Cosmética e Odontologia, estes, que obtiveram nota máxima do órgão. Em 2022, recebeu 45 estrelas (distrituídas em 14 cursos) na edição do Guia da Faculdade, plataforma que avalia cursos de ensino superior país afora. Desde 2012 recebe o selo de instituição socialmente responsável, concedido pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), que reconhece instituições que promovem projetos sociais nas áreas de saúde, educação, cultura e meio ambiente, entre outros.
Saiba mais em www.centrouniversitariounifg.edu.br

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